Fictor anuncia compra do Banco Master com aporte de R$ 3 bilhões
A Fictor Holding Financeira anunciou nesta quarta-feira (18) que pretende assumir o controle do Banco Master, oferecendo um aporte imediato de R$ 3 bilhões, em operação que ainda aguarda aprovação dos órgãos reguladores, incluindo o Banco Central. A transação envolve a aquisição de 100% da instituição financeira, que concentra cerca de R$ 30 bilhões em CDBs emitidos por Daniel Vorcaro.
Detalhes da aquisição e fortalecimento do banco
Segundo informações da coluna Capital, do GLOBO, o negócio será realizado por meio de um consórcio formado por investidores dos Emirados Árabes Unidos, com a intenção de fortalecer a estrutura de capital do banco e transferir seus ativos para o novo Banco Fictor. Essa operação deve resolver a principal vulnerabilidade do Master, que era sua altamente remunerada carteira de CDBs, pagando taxas acima do mercado.
Contexto e dificuldades
O Banco Master, que inicialmente teve relação com o Palmeiras como patrocinador, vem enfrentando desafios financeiros, incluindo questões de liquidez e balanço. O regulador vetou uma operação de venda ao Banco de Brasília (BRB) devido ao risco associado à solvência do banco e à liquidez dos ativos, como precatórios e investimentos em empresas em dificuldades.
O que a proposta da Fictor oferece de diferente
Os principais sócios do Grupo Fictor destacaram que a intenção é reposicionar o banco no mercado internacional, afastando-o do segmento de varejo. Com o aporte de R$ 3 bilhões, o patrimônio líquido do banco passaria de R$ 7 bilhões para cerca de R$ 10 bilhões, fortalecendo sua capacidade de enfrentar os desafios atuais.
A operação está sendo protocolada junto ao Banco Central, que ainda precisa dar aval final. Os sócios Rafael Góis, Rafael Paixão e Phillippe Rubini disseram que o nome dos investidores será divulgado nesta próxima sexta-feira, em Dubai, e que a transação ocorrerá de maneira independente das vendas do Will Bank e do Banco de Investimento, que também fazem parte da holding.
Ativos e garantias
Todos os ativos e passivos do Banco Master, incluindo os CDBs que pagavam até 140% do CDI, serão transferidos para o novo Banco Fictor, além de outros investimentos como precatórios e participações em empresas fechadas. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que emprestou R$ 4 bilhões ao banco, deve estar envolvido nas negociações, embora os títulos garantidos em até R$ 250 mil por CPF ainda não tenham sido liquidados.
Perspectivas e desafios regulatórios
A proposta da Fictor ainda precisa ser avaliada e aprovada pelo Banco Central, que rejeitou a tentativa de venda ao BRB devido ao risco relacionado às operações com os CDBs. A operação, se confirmada, amplia as possibilidades de reestruturação do banco, que possui uma carteira de ativos de alta liquidez e um balanço considerado saudável pelos sócios.
Apesar das especulações, os sócios garantem que o balanço do banco é sólido, com ativo avaliado em cerca de R$ 45 bilhões, o que deve possibilitar o pagamento integral dos títulos, mesmo com o endividamento atual. “Estimamos em R$ 30 bilhões os passivos de CDBs, mas acreditamos que a relação entre ativos e passivos está controlada”, afirmou Rafael Paixão ao GLOBO.
Reação do mercado e próximos passos
O mercado acompanha com atenção o desfecho dessa operação, que representa uma tentativa de preservar o banco e reconquistar a confiança dos investidores. A expectativa é que o Banco Central analise a proposta nas próximas semanas, autorizando ou não a operação de compra e controle do Banco Master pela Fictor.
Mais detalhes sobre a transação e o perfil dos investidores internacionais serão divulgados na próxima sexta-feira, em Dubai. Caso aprovada, a mudança poderá representar uma nova fase para o banco e um reforço no setor financeiro do Brasil.
Para mais informações, acesse o fonte original.
Com informações do Jornal Diário do Povo
Share this content:










Publicar comentário