Exportações brasileiras aos EUA podem ser afetadas por nova tarifa de 50%
Mais de 35,9% das exportações brasileiras aos Estados Unidos poderão sofrer aumento de tarifas, após a assinatura de uma nova ordem executiva pelo governo americano. A medida, prevista para entrar em vigor em 6 de agosto, eleva a tarifa sobre produtos brasileiros para 50%, segundo informações da agência Reuters.
Impacto na balança comercial do Brasil com os EUA
De acordo com estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o aumento afetará uma parcela significativa das exportações, especialmente itens considerados estratégicos. Além disso, 44,6% dos produtos brasileiros continuarão sujeitos à tarifa de 10%, enquanto 19,5% estarão sob a lista de tarifas internacionais, variando entre 25% e 50%, conforme a classificação da Organização Mundial do Comércio.
Contexto do tarifaço de Trump e as exceções
Na última quarta-feira (30), o presidente Donald Trump assinou uma ordem que impõe uma tarifa adicional de 40%, elevando o imposto total a 50% para os produtos brasileiros. Essa medida vem acompanhada de uma extensa lista de exceções, que contempla cerca de 700 itens– entre eles suco de laranja, combustíveis, veículos, aeronaves civis, metais e determinados tipos de madeira.
Segundo a Casa Branca, a ação foi tomada em resposta a alegações do governo americano de que o Brasil estaria praticando ações que ameaçam a segurança nacional, a política externa e a economia dos EUA. Em particular, o decreto menciona supostas ações do governo brasileiro, como perseguição política, intimidação, censura e processos judiciais contra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Motivações políticas e diplomáticas
O texto oficial afirma que o decreto foi motivado por ações que prejudicam empresas americanas e restringem a liberdade de expressão dos cidadãos dos EUA. A Casa Branca criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, alegando que ele teria perseguido opositores políticos e protegido aliados corruptos, além de ordenar multas e bloquear ativos de empresas americanas no Brasil.
O governo dos Estados Unidos também usou o caso do blogueiro Paulo Figueiredo, residente nos EUA e processado no Brasil, para justificar as restrições, alegando que as ações brasileiras violam direitos de expressão e representam uma forma de extorsão contra empresas americanas no país.
Reação oficial do Brasil e possíveis consequências
O ministério brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre o impacto da medida nas exportações e nas negociações comerciais entre os dois países. No entanto, a expectativa é que o governo analise estratégias para mitigar os efeitos dessa nova tarifação e manter o fluxo comercial com os EUA.
Repercussões econômicas e estratégias de adaptação
Especialistas avaliam que a medida pode elevar custos e reduzir a competitividade de produtos brasileiros enviados aos EUA, afetando setores agrícolas, industriais e de commodities. Assim, empresas exportadoras já consideram alternativas para diversificar mercados e otimizar suas cadeias de abastecimento diante do cenário de aumento tarifário.
Mais detalhes sobre os itens isentos e as possíveis medidas de resposta do Brasil podem ser acompanhados no fonte oficial do G1.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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