Executivos de petroleiras dos EUA demonstram ceticismo sobre investimentos na Venezuela

Executivos de grandes petrolíferas dos Estados Unidos mostraram cautela em relação à proposta do presidente Donald Trump de investir pelo menos US$ 100 bilhões na Venezuela. Durante reunião nesta sexta-feira na Casa Branca, eles destacaram as dificuldades legais, estruturais e financeiras que enfrentam no país latino-americano, atualmente visto como “não investível” por alguns deles.

Perspectivas e obstáculos para o investimento na Venezuela

Trump reuniu cerca de 20 representantes do setor petrolífero para discutir a possibilidade de reativar a produção no país, após a captura do líder Nicolás Maduro. O presidente dos EUA afirmou que as negociações podem avançar “hoje ou muito em breve”, dependendo do interesse dos empresários.

Porém, o presidente da Exxon Mobil, Daryl Woods, foi um dos mais críticos. “Se olharmos para as estruturas e os arcabouços legais e comerciais atuais na Venezuela, ela é considerada um país não investível”, declarou Woods, ressaltando que os ativos da Exxon já foram confiscados duas vezes pelo governo venezuelano anteriormente.

Questões complexas e necessidade de garantias

O executivo questionou a durabilidade das proteções financeiras e a viabilidade de retornos sobre investimentos de longo prazo. “Tudo isso precisa ser estabelecido para que se possa tomar uma decisão e entender qual seria o retorno ao longo das próximas décadas”, afirmou Woods. Apesar das reservas, ele declarou que a Exxon está pronta para atuar caso haja convite oficial do governo venezuelano e garantias de segurança.

Outro participante, Harold Hamm, da Continental Resources, evitou falar sobre planos pessoais de entrada no país, mas afirmou que a perspectiva é “empolgante como explorador”. “Há um investimento enorme que precisa ser feito — todos concordamos com isso, e certamente precisamos de tempo para acompanhar esse processo”, comentou Hamm.

Confiança de Trump e realidades do setor

Após a reunião, Trump manifestou otimismo, dizendo que “meio que formamos um acordo”. Ele destacou que empresas americanas entrarão com centenas de bilhões de dólares na exploração petrolífera na Venezuela, benefício que, na avaliação dele, trará vantagens tanto para o país quanto para os Estados Unidos.

Por outro lado, o secretário de Energia, Chris Wright, apontou a Chevron como a única petroleira americana com compromisso específico de ajudar na reativação da produção de petróleo na Venezuela. O vice-presidente da Chevron, Mark Nelson, afirmou que a empresa está preparada para aumentar sua produção no país em aproximadamente 50% nos próximos 18 a 24 meses, elevando o volume atual de aproximadamente 240 mil barris por dia.

Desafios e o futuro das negociações

Apesar do discurso otimista, muitos empresários ressaltam que ainda há muitas dúvidas sobre a estabilidade legal e as condições de operação na Venezuela. Woods acentuou que o país precisa de garantias sólidas antes de realizar investimentos substantivos.

Confira o artigo completo e os detalhes das negociações no site do Globo.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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