Ex-diretor do BC é alvo de ataques nas redes sociais após crise do Banco Master

O ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central Renato Gomes foi um dos principais alvos de ataques nas redes sociais relacionados à liquidação do Banco Master, ocorrida pouco antes do réveillon. Seu mandato terminou em 31 de dezembro, e ele manifestou-se publicamente contra a compra do banco pelo Banco de Brasília (BRB), defendendo a intervenção no estabelecimento financeiro, que foi decretada pelo BC em novembro.

Ataques coordenados e tentativa de descredibilização

Segundo informações da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), houve um volume atípico de postagens em redes sociais no final de dezembro, que podem indicar um ataque coordenado contra o Banco Central. A ação utilizou perfis ligados à promoção de celebridades para questionar a credibilidade de instituições financeiras e do próprio BC, que acompanha de perto a situação do Banco Master.

Perfis de influência utilizam desinformação para questionar o BC

Entre as contas utilizadas para a ofensiva está o perfil Alfinetei no Instagram, com 25,3 milhões de seguidores, que publicou uma postagem em que Renato Gomes aparece com uma pizza e uma caixa do Banco Central, acusando que a proposta de compra pelo BRB teria sido julgada em 42 minutos — mais rápido que uma pizza. A postagem, que afirma ser uma reprodução do perfil Not Journal, contrasta com outros conteúdos do mesmo perfil, que abordam temas como adoção de cães, brigas familiares de famosos e parto de celebridades.

Outro perfil, Comuacin, com 4,1 milhões de seguidores, mostrou Gomes ao lado de fios emaranhados e de um prédio do Banco Central em chamas, numa montagem que sugere caos e desordem. Já o perfil Divasdohumor, com 5,2 milhões de seguidores, também replicou mensagens críticas ao legado de Gomes, apontando suposta concentração de poder na autoridade monetária.

Repercussão e impacto na opinião pública

Especialistas afirmam que essas ações buscam desacreditar o Banco Central e promover uma narrativa de instabilidade no sistema financeiro. “O uso de perfis com grande alcance para veicular desinformação e ataques coordenados é uma estratégia para gerar conflito e dúvidas sobre o trabalho regulador do BC”, avalia Ana Clara Santos, especialista em comunicação digital.

O episódio acontece em um momento de maior atenção às ações de controle e transparência do Banco Central, que está sob o escrutínio do Tribunal de Contas da União (TCU). As investigações apontam para uma tentativa de deslegitimar a autoridade financeira por meio de campanhas nas redes sociais.

Próximos passos e implicações

Autoridades do Banco Central e da Federação Brasileira dos Bancos reforçam a importância de combater a desinformação e fortalecer a credibilidade das instituições financeiras. A expectativa é que o TCU analise os processos relacionados à liquidação do Banco Master e avalie as ações coordenadas de ataque às redes sociais nos próximos meses.

Para mais detalhes, confira a matéria completa no Fonte original.

Com informações do Jornal Diário do Povo

Share this content:

Publicar comentário