EUA priorizam petróleo venezuelano em estratégia de influência regional
O plano do ex-presidente Donald Trump para ampliar a influência dos Estados Unidos na América do Sul por meio do controle do petróleo venezuelano foi recebido com cautela pelas companhias americanas. Em reunião na Casa Branca, Trump pediu que gigantes do setor invistam pelo menos US$ 100 bilhões na Venezuela, mas os executivos demonstraram resistência devido às sanções e às perdas anteriores no país.
Resistência do setor petrolífero dos EUA às novas oportunidades na Venezuela
Darren Woods, CEO da ExxonMobil – uma das maiores petrolíferas dos Estados Unidos – afirmou que investir na Venezuela atualmente é “simplesmente impossível”. Ele destacou que a empresa sofreu confiscos de ativos duas vezes no país e que, para retomar operações, seriam necessárias “mudanças bastante significativas”.
A proposta de Trump inclui um novo cenário em que os EUA negociariam diretamente com a Venezuela, incorporando a venda de petróleo ao chute de relações comerciais. Durante a reunião, o republicano afirmou que empresas interessadas no petróleo venezuelano terão que negociar diretamente com os Estados Unidos, que se mostram abertos à cooperação com a China, maior comprador do petróleo venezuelano.
Petróleo venezuelano e a estratégia de influência dos EUA
Trump declarou que os Estados Unidos estão prontos para refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano, após a captura de Nicolás Maduro, no último sábado (3). “A Venezuela parece ser uma aliada”, afirmou, criando um movimento que visa fortalecer a presença dos EUA na região.
Além disso, o ex-presidente reiterou que a receita obtida com a venda do petróleo será usada para comprar produtos fabricados nos EUA, incluindo bens agrícolas, medicamentos e equipamentos médicos, refletindo uma tentativa de transformar a Venezuela em um parceiro comercial de Washington.
Operações em andamento e perspectivas de vendas
O Departamento de Energia dos EUA informou que a venda de petróleo venezuelano já está em andamento, com recursos depositados em contas controladas pelos americanos para garantir a legitimidade. A iniciativa visa beneficiar tanto o povo venezuelano quanto o americano, segundo o órgão.
Por sua vez, a estatal venezuelana PDVSA afirmou estar negociando termos semelhantes aos acordos com parceiros estrangeiros, como a Chevron, para a venda de petróleo, que acontecerá “imediatamente” e continuará por tempo indeterminado.
Impactos políticos e econômicos da estratégia
O avanço das negociações ocorre em meio a uma crise política e econômica na Venezuela, acentuada pela prisão de Nicolás Maduro e por sanções americanas que desde 2019 reduziram drasticamente as exportações do país. O controle do petróleo, principal recurso venezuelano, representa uma tentativa de reverter o isolamento internacional e reforçar a influência dos EUA na região.
Trump também afirmou que, após negociações, os EUA poderiam exportar até US$ 2 bilhões em petróleo venezuelano para seu mercado, ajudando a evitar cortes na produção devido à competição com a China e reforçando sua estratégia de domínio energético na região.
Perspectivas futuras
O cenário para os próximos meses é de negociações intensas e possíveis mudanças nas políticas de importação e exportação de petróleo na Venezuela. Enquanto as sanções continuam a restringir o país, os EUA buscam ampliar seu controle sobre os recursos energéticos, com a esperança de transformar o petróleo venezuelano em uma ferramenta de influência política e econômica na América do Sul.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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