EUA planejam controlar venda de petróleo venezuelano, prevê secretária de Energia

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou nesta quarta-feira (7) que o país pretende manter controle significativo sobre a indústria petrolífera da Venezuela, incluindo a supervisão das vendas da produção “indefinidamente”. As declarações ocorreram após o presidente Donald Trump afirmar que a Venezuela entregaria entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo aos EUA em breve, o que equivaleria a até dois meses de produção diária do país sul-americano.

Controle das vendas de petróleo venezuelano

Durante uma conferência de energia do Goldman Sachs, realizada perto de Miami, Wright destacou que “daqui para frente, venderemos a produção proveniente da Venezuela para o mercado”, reforçando o desejo de o governo americano exercer um controle contínuo sobre as vendas de petróleo venezuelano. Segundo ele, os lucros dessas operações seriam de responsabilidade do governo dos EUA.

Diálogo ativo e projeções de aumento de produção

Wright informou que há um “diálogo ativo” com a liderança venezuelana e com grandes companhias petrolíferas americanas atuantes na Venezuela. Ele também mencionou estimativas externas, indicando que a produção de petróleo venezuelano poderia aumentar em algumas centenas de milhares de barris por dia em um curto prazo. Contudo, adiantou que recuperá-la aos níveis históricos de cerca de 4 milhões de barris diários demandaria anos e investimentos bilionários.

Investimentos e desafios

O secretário ponderou que, apesar do potencial, altos investimentos e um longo período seriam necessários para aumentar significativamente a produção. “Para voltar aos níveis históricos de produção, são necessários dezenas de bilhões de dólares e um tempo considerável”, afirmou Wright.

Interesses dos EUA na revitalização do setor petrolífero venezuelano

Na semana passada, após a prisão do presidente Nicolás Maduro, Donald Trump declarou a intenção de abrir o setor petrolífero da Venezuela para grandes empresas americanas, prometendo investimentos bilionários na infraestrutura do país. Antes das sanções atuais, as importações de petróleo venezuelano pelas refinarias americanas da Costa do Golfo atingiam cerca de 500 mil barris por dia. Atualmente, a produção venezuelana limita-se a cerca de 1 milhão de barris diários, devido às sanções e à infraestrutura degradada.

Segundo Arne Lohmann Rasmussen, analista da Global Risk Management, ampliar essa produção de forma rápida é improvável, pois envolve altos custos e processo de investimentos que podem levar anos para se concretizar.

As ações de Washington refletem o interesse de reinserir a Venezuela no mercado internacional de petróleo, mesmo com as complexidades econômicas e políticas do país. A estratégia busca, além de recuperar uma antiga liderança regional, aumentar a influência dos EUA no setor energético venezuelano.

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Com informações do Jornal Diário do Povo

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