EUA impõem tarifa de 25% sobre chips de IA em acordo com Nvidia

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (15) a imposição de uma tarifa de 25% sobre certas importações de chips de inteligência artificial (IA), num acordo que envolve a fabricante Nvidia. A medida faz parte de uma estratégia para estimular a produção doméstica de semicondutores e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros, especialmente da Ásia.

Restrição às exportações de chips de IA para a China

A nova tarifa se aplica a uma categoria restrita de semicondutores considerados essenciais para a política de tecnologia e IA do governo Trump. Entre os produtos atingidos estão os chips H200 e MI325X da AMD, além de outros componentes que possuem alto impacto na inovação tecnológica e segurança nacional. Segundo a Casa Branca, a imposição é uma resposta à necessidade de proteger os interesses econômicos e estratégicos do país.

Regras específicas e exceções

De acordo com o decreto assinado pelo presidente, as tarifas não se aplicarão a chips importados para suportar a expansão da cadeia de suprimentos dos EUA ou destinados a finalidades específicas, como data centers, aplicações industriais ou setores públicos. Ainda assim, a medida busca limitar o fluxo de tecnologias avançadas à China, principal concorrente na corrida global da IA.

Contexto e impacto na indústria de chips

A decisão ocorre após uma investigação que revelou que os Estados Unidos atualmente fabricam apenas cerca de 10% dos chips de alta tecnologia de que precisam. Esta dependência de cadeias de suprimentos estrangeiras representa riscos econômicos e de segurança, levando o governo a buscar fortalecer a manufatura nacional, com incentivos adicionais e medidas tarifárias.

Segundo o chefe do Departamento de Comércio, Howard Lutnick, o foco é negociar acordos para ampliar as importações e reduzir tarifas sobre chips essenciais, enquanto prepara uma possível implementação de tarifas mais amplas no futuro. Uma fonte da Casa Branca explicou que as tarifas terão um foco restrito, evitando afetar componentes utilizados por data centers e aplicações civis nos EUA.

Reações e estratégias da indústria

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, construiu uma relação próxima com a administração Trump e utilizou seus vínculos para argumentar contra restrições severas. Ele defende que medidas protetivas fortalecem empresas chinesas como Huawei, e que a maior produção doméstica dos EUA é fundamental para a competitividade no setor de IA.

Enquanto isso, fabricantes como a taiwanesa TSMC, responsável por produzir grande parte dos chips da Nvidia, prometem impulsionar sua expansão nos Estados Unidos, reforçando o esforço nacional para atender à demanda interna e garantir segurança na cadeia de suprimentos.

Perspectivas futuras na política de semicondutores

Analistas destacam que a política de tarifas e controles de exportação nos EUA marca uma mudança na estratégia de restrição à China, com foco na proteção da tecnologia de ponta. Além disso, o governo sinaliza que há possibilidade de futuras ações para incentivar ainda mais a fabricação de semicondutores no país, incluindo novas tarifas e programas de incentivo.

Especialistas avaliam que essas medidas podem alterar significativamente o cenário global de produção e exportação de chips, influenciando negociações internacionais e o desenvolvimento de tecnologias de IA avançada. A Huawei e outras empresas chinesas continuam buscando alternativas para superar as restrições e manter sua competitividade no setor de tecnologia.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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