EUA e China negociam acordo para venda do TikTok

Após meses de negociações, os Estados Unidos e a China avançaram na elaboração de um acordo que permitirá a venda do TikTok para um consórcio de investidores americanos, incluindo Oracle e Silver Lake, além de controlar a influência da ByteDance, sua controladora chinesa. Segundo fontes públicas, o acordo visa cumprir a exigência de uma lei de segurança nacional que obriga a ByteDance a se desfazer do ativo nos EUA.

Detalhes do novo conselho e participação acionária

De acordo com informações de funcionários envolvidos nas negociações, o novo conselho do TikTok nos EUA não terá membros indicados pelo governo americano. Além disso, o consórcio terá uma participação majoritária na plataforma, com os norte-americanos ocupando seis das sete cadeiras do conselho. A ByteDance continuará com uma participação abaixo de 20%, garantindo conformidade com as normas de segurança.

Impactos e próximos passos

O acordo estabelece que o controle majoritário da plataforma será de investidores americanos, permitindo a continuidade das operações nos Estados Unidos. Trump deve assinar uma ordem executiva ainda nesta semana, concedendo 120 dias para que os investidores finalizem a implementação das normas regulatórias. Muitos detalhes, incluindo a avaliação da plataforma, permanecem confidenciais, mas a estimativa é de que o valor seja de “muitos bilhões de dólares”.

Reação e contexto diplomático

Apesar das negociações avançadas, o governo chinês ainda não deu uma aprovação definitiva ao acordo, embora reconheça avanços na discussão. Segundo um funcionário do governo Trump, a Casa Branca não espera novas negociações diplomáticas com Pequim relacionadas ao TikTok. O presidente chinês Xi Jinping e outros oficiais chineses têm observado os progressos nas conversas, mas ainda não aprovaram formalmente os termos.

As operações do TikTok nos EUA estão avaliadas entre US$ 35 bilhões e US$ 40 bilhões, embora o valor possa variar com o crescimento do setor de inteligência artificial, que impulsionou o mercado de tecnologia globalmente. O acordo representa um marco na estratégia de ambos os países de regular as operações de empresas tecnológicas de origem chinesa no mercado americano.

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Com informações do Jornal Diário do Povo

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