EUA decidirão quais petroleiras poderão atuar na Venezuela

Os Estados Unidos vão decidir quais empresas petrolíferas poderão atuar na Venezuela e atuarão como intermediários entre essas companhias e o governo venezuelano, declarou nesta sexta-feira o presidente norte-americano, Donald Trump. A medida faz parte de uma estratégia mais ampla para reconstruir o setor de petróleo no país sul-americano.

Decisão sobre empresas petrolíferas na Venezuela

Durante reunião na Casa Branca com mais de 20 representantes de grandes companhias do ramo, Trump afirmou que “vamos tomar a decisão sobre quais petroleiras vão entrar na Venezuela, vamos fechar o acordo”. Ele também previu um investimento de pelo menos US$ 100 bilhões, realizado pelas próprias empresas, sem ajuda do governo americano. Segundo Trump, esse investimento seria uma oportunidade de explorar as reservas de petróleo venezuelano e fortalecer a posição dos EUA na região.

Reações da indústria petrolífera

Executivos presentes, como Mark Nelson, da Chevron, Darren Woods, da Exxon Mobil, e Ryan Lance, da ConocoPhillips, demonstraram interesse em retornar ao mercado venezuelano, mas alertaram sobre os riscos. Woods comentou que os ativos do setor no país já foram confiscados duas vezes e que um retorno exigiria mudanças significativas na situação atual. Além disso, alguns representantes expresseram preocupação quanto à imagem de colaboração com o governo venezuelano diante da forte relutância de investir imediatamente na Venezuela.

Contexto político e estratégico

O encontro ocorreu menos de uma semana após uma operação militar dos EUA em Caracas, que surpreendeu até apoiadores do próprio Trump. A ação foi encarada pelo presidente como uma oportunidade para derrubar Nicolás Maduro e buscar o controle das reservas de petróleo do país, considerado uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos. Trump afirmou que se os EUA não tomassem a iniciativa, China ou Rússia o fariam.

O presidente também destacou que busca apoio de empresas ocidentais para revitalizar a infraestrutura petrolífera venezuelana. Trump garantiu aos executivos que terão proteção e segurança para realizar seus investimentos, reforçando que a atuação será conduzida somente pelos EUA, sem envolvimento direto do governo venezuelano.

Implicações econômicas e riscos

As autoridades dos EUA já começaram a liberar volumes de petróleo venezuelano, incluindo estoques acumulados durante o bloqueio. Os contratos futuros do petróleo, referência West Texas Intermediate, estiveram em torno de US$ 59 nesta sexta-feira. As ações do governo geraram desconfiança no mercado, com alguns operadores preocupados com a possibilidade de aumento da produção e pressão no preço do petróleo.

Apesar do otimismo do governo americano, a retomada das operações na Venezuela enfrenta obstáculos, como a instabilidade política e as sanções impostas desde 2019. Além disso, alguns setores da indústria temem que a movimentação seja vista como uma apropriação oportunista dos recursos daquele país, o que poderia complicar futuras negociações.

Perspectivas futuras

Donald Trump pediu aos executivos presentes que iniciem rapidamente os investimentos, prometendo garantias de segurança e proteção jurídica. Ao mesmo tempo, o setor petrolífero mantém uma postura cautelosa, dado o histórico de nacionalizações e conflitos políticos na Venezuela. A decisão final sobre as empresas autorizadas a atuar no país deverá ser anunciada em breve pelo governo norte-americano.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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