Estudo revela que maioria não distingue músicas de IA de humanas

Um estudo recente realizado pela Deezer em parceria com a Ipsos indicou que a maioria dos ouvintes tem dificuldade em distinguir músicas criadas por inteligência artificial de composições humanas. A pesquisa, publicada em 12 de novembro, envolveu 9.000 participantes ao redor do mundo, que ouviram três faixas — duas produzidas por IA e uma por artistas humanos — e apenas 3% conseguiram identificar corretamente a origem de todas as músicas.

Percepção e preocupações em relação às músicas geradas por IA

Para 71% dos entrevistados, o resultado da pesquisa foi uma surpresa, e 52% admitiram sentir-se desconfortáveis com a impossibilidade de diferenciar as faixas. A transparência, entretanto, é um tema central na discussão. Segundo o estudo, 80% dos participantes acreditam que músicas geradas por IA deveriam ser claramente identificadas, enquanto 73% desejam que plataformas de streaming informem se playlists incluem faixas sintéticas. Além disso, 45% apoiam a possibilidade de filtrar esse tipo de conteúdo.

Curiosidade e impacto na indústria musical

Apesar do ceticismo, 66% dos entrevistados demonstraram curiosidade em experimentar músicas criadas por IA, e metade deles reconhece que essa tecnologia terá papel relevante na indústria musical nos próximos 10 anos. No entanto, há preocupações quanto à criatividade e à qualidade do conteúdo. Muitos usuários temem uma predominância de músicas genéricas e o uso de material protegido por direitos autorais sem autorização.

Desafios e riscos para artistas e direitos autorais

A Deezer, que recebe diariamente mais de 50 mil faixas geradas por IA — o equivalente a 34% do total —, aponta que há receios quanto aos impactos na criatividade e na remuneração de músicos e compositores. Segundo Alexis Lanternier, CEO da plataforma, “a música gerada por IA pode afetar a vida dos artistas”, o que leva a medida de remover faixas sintéticas das recomendações automáticas e desmonetizar conteúdos considerados problemáticos. Atualmente, essas músicas representam apenas 0,5% das reproduções na Deezer, mas 70% delas estão associadas a atividades fraudulentas.

Como identificar músicas de IA versus músicas humanas?

Especialistas indicam que composições humanas geralmente apresentam nuances emocionais, variações de ritmo, improvisações e pequenas imperfeições que refletem sensibilidade e criatividade. Já as faixas de IA tendem à precisão extrema, com estruturas repetitivas, melodias previsíveis e falta de expressividade, embora a tecnologia esteja evoluindo rapidamente. Ainda assim, a profundidade emocional é considerada um dos principais indicadores de autoria humana.

Para mais informações, acesse o site do Globo.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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