Especialista alerta sobre financiamento de posts contra liquidação do Banco Master

O diretor-executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade, Fábio Steibel, afirmou que há uma linha tênue entre liberdade de expressão e crime na contratação de influenciadores para divulgar conteúdos contrários à liquidação do Banco Master. Segundo ele, as publicações em si não configuram crime e é provável que os influenciadores não sejam responsabilizados, mas quem financiou essa ação terá que se explicar.

Responsabilidades e limites na manifestação pública

De acordo com Steibel, a liberdade de expressão deve ser mais ampla quando se trata de temas públicos. No entanto, ele destacou o estranhamento gerado por perfis de fora da área de economia abordando rapidamente o assunto de forma a difamar a instituição financeira. “Quem financiou isso vai ter que explicar se a intenção tinha dolo de prejudicar”, afirmou em entrevista à GloboNews.

Influenciadores e a influência de postagens difamatórias

Nesta semana, influenciadores como o vereador Rony Gabriel (PL-Erechim, MG) divulgaram que receberam propostas para reforçar nas redes sociais a narrativa de que a liquidação do Banco Master foi precipitada pelo Banco Central. A iniciativa teve repercussão após a divulgação pelo blog da Andréia Sadi, no g1, em que mostrava que a estratégia era veicular vídeos que colocassem em dúvida a decisão do BC.

Investigação da Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para apurar as denúncias de influencers que alegam terem sido procurados para produzir conteúdo em favor do Banco Master e contra o Banco Central, que anunciou a liquidação da instituição de Daniel Vorcaro no fim do ano passado. A defesa do Banco Master declarou não possuir informações sobre a contratação de influenciadores para difamá-lo.

Implicações legais e contexto

Fábio Steibel reforça que a prática de pagar influenciadores por publicações difamatórias pode configurar crime, mesmo que a mensagem em si não seja ilegal. “Quem financiou vai ter que esclarecer suas intenções e se havia intenção de prejudicar”, ressaltou.

A discussão levanta ainda o debate sobre os limites da liberdade de expressão em assuntos relacionados ao sistema financeiro e às ações do governo, garantindo que o tema continue sob atenção das autoridades e da sociedade.

Para mais informações, acesse a matéria completa no g1.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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