Embraer busca redução de tarifa de 10% para zero nos EUA
A Embraer está em negociação com o governo dos Estados Unidos para reduzir a tarifa de 10% sobre seus produtos para zero, mesmo tendo ficado fora do tarifaço de 50% imposto pelo governo Trump. A companhia avalia que uma redução na alíquota minimizará os efeitos das tarifas na sua produção e comércio internacional.
Negociações e exemplos internacionais
Segundo o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, as negociações entre EUA e Brasil podem resultar em concessões de ambos os lados, assim como ocorreu com o Reino Unido, que conseguiu uma isenção total de tarifas para componentes e produtos aeroespaciais dentro de uma cota específica com os EUA. Mais detalhes sobre o impacto do tarifaço na Embraer.
Trump havia estabelecido uma tarifa mínima de 10% para o Reino Unido, mas o país conseguiu reduzir a tarifa média de 5,1% para cerca de 1,8% e simplificar procedimentos aduaneiros, o que justificou a isenção de itens aeroespaciais. A Embraer critica que, mesmo com uma tarifa de 10%, seus aviões ainda enfrentam altos custos devido ao valor elevado do produto.
Potencial de negócios e importância do mercado americano
A Embraer estima um potencial de negócios de US$ 21 bilhões até 2030 com empresas americanas, envolvendo compras de componentes e contratos de manutenção e serviços via fornecedores locais. O mercado dos EUA representa 45% dos jatos comerciais e 70% dos jatos executivos vendidos pela fabricante brasileira, sendo sua principal região de atuação há 45 anos.
De acordo com a companhia, ações da Embraer valorizaram 35,99% em dólar neste ano e 69,57% em 12 meses até o final de julho, superando empresas de tecnologia como Nvidia, Microsoft e Meta Platforms, refletindo a confiança do mercado na estratégia de crescimento global e na potencial negociação de tarifas.
Economia e impacto nas operações
A negativa de tarifas elevadas é fundamental para garantir a competitividade dos aviões da Embraer no mercado internacional, especialmente considerando a forte presença nos EUA. As negociações estão alinhadas ao esforço da companhia de manter sua cadeia de fornecedores e ampliar seu portfólio de negócios nos Estados Unidos, principal mercado para seus produtos.
Segundo o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, a relação de troca com os EUA é uma situação de ganha-ganha, pois a redução de tarifas impacta positivamente toda a cadeia de fornecedores e fortalece a presença da brasileira no mercado americano.
Mais detalhes sobre a estratégia da Embraer e as negociações podem ser acompanhados na matéria completa no Globo.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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