Dr. consulta retorna ao Rio com planos de abrir cinco clínicas em 2026

A Dr. consulta, rede de clínicas populares e telemedicina fundada por Thomaz Srougi em 2011, está retornando ao Rio de Janeiro após quatro anos de ausência. A retomada ocorre dentro de um plano de investimento de R$ 40 milhões na cidade, com a inauguração de cinco centros médicos e odontológicos nas zonas Norte e Sul ao longo de 2026.

Expansão no Rio e aposta na demanda regional

A primeira unidade será aberta em março, na área de lojas do Supermercado Guanabara, na Tijuca, seguida por duas clínicas maiores nas regiões de Praça Saens Peña e Botafogo. Posteriormente, as outras duas unidades deverão ficar em Copacabana e possivelmente no Méier, conforme explicou Bruno Reis, diretor de expansão da rede.

Foco em regiões com público de classe B e idosos

Segundo Reis, a escolha das regiões levou em consideração estudos aprofundados sobre a demanda. “Identificamos uma grande necessidade na Zona Norte, com uma quantidade significativa de pacientes de classe B e com mais de 60 anos, públicos prioritários para a nossa atuação”, afirmou. As unidades maiores nas áreas de Saens Peña e Botafogo terão mais de mil metros quadrados e oferecerão toda a gama de serviços da rede, incluindo consultas com especialistas, diagnóstico por imagem como ressonância, tomografia, mamografia e densitometria óssea.

As unidades menores, com entre 500 e 700 metros quadrados, oferecerão cerca de 80% da carteira de serviços e poderão encaminhar pacientes às unidades maiores, explicou Reis. A estratégia difere daquela adotada entre 2018 e 2022, quando a rede chegou a abrir cinco unidades no Rio, porém com um formato mais enxuto.

Retorno após pandemia e foco na nova experiência

Após um período de priorização da telemedicina durante a pandemia, a Dr. consulta decidiu reabrir suas operações no Rio, apostando em uma regionalização com unidades de diferentes portes para criar uma jornada de saúde mais completa. “Tivemos uma experiência positiva anteriormente, com bons indicadores, mas a pandemia nos levou a fechar quase todas as unidades no estado, mantendo apenas uma na Barra da Tijuca, que não era suficiente para criar uma jornada integrada”, explicou Reis.

A rede também encerrou suas operações em Belo Horizonte, mantendo apenas clínicas na região metropolitana de São Paulo, onde atualmente possui 30 unidades — antes da pandemia, eram 55. Com o retorno ao Rio, a expectativa é atender cerca de 150 mil pacientes no primeiro ano, elevando a densidade regional e oferecendo serviços diversificados.

Modelos de assinatura e diferenciais competitivos

A estratégia inclui a oferta de planos de assinatura, que atualmente representam mais da metade da receita da Dr. consulta. Os assinantes pagam a partir de R$ 34,90 por mês no plano anual, tendo descontos em consultas, exames e farmácias. Uma consulta com clínico geral, que na tabela avulsa custa R$ 132, sai por R$ 39 para assinantes, por exemplo. Na chegada ao Rio, o valor da assinatura mensal será de R$ 27,90, com um desconto especial de lançamento.

Bruno Reis destaca que o modelo de assinatura será fundamental para fortalecer a operação no Rio. “Queremos oferecer uma solução mais completa, com diferentes portes de clínicas, para criar densidade regional e captar mais pacientes”, afirma. Ainda segundo o executivo, a continuidade da expansão dependerá do sucesso desse modelo, que busca equilibrar qualidade de atendimento e sustentabilidade econômica.

Perspectivas para o mercado carioca

Reis acredita que o Rio mantém forte potencial de demanda na saúde privada, impulsionada pelo baixo desemprego e pelo envelhecimento populacional. “O mercado é ativo, principalmente nas consultas e exames primários, mas há espaço para soluções mais integradas e acessíveis”, avalia. A previsão é que, após o primeiro ano, seja possível ampliar a presença na cidade, incluindo a entrada na Barra da Tijuca.

A chegada da Dr. consulta reforça o momento de expansão do setor privado de saúde no Brasil, que vem ganhando espaço diante do crescimento do envelhecimento populacional e da busca por alternativas ao SUS.

Para mais detalhes, acesse o fonte oficial.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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