Dólar e Ibovespa sobem com expectativas por dados e acordo UE-Mercosul

Nesta sexta-feira (9), o dólar iniciou a sessão com queda, enquanto o Ibovespa abre às 10h, em um dia repleto de expectativas sobre resultados de dados econômicos e avanços diplomáticos. O mercado acompanha a divulgação de indicadores no Brasil e nos Estados Unidos, além da aguardada assinatura do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul.

Dados econômicos no Brasil e nos EUA influenciam os mercados

No cenário internacional, os investidores permanecem atentos ao relatório de emprego do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, que será divulgado nesta sexta. O documento traz informações sobre criação de vagas, taxa de desemprego, participação na força de trabalho e evolução dos salários em dezembro, aspectos que podem impactar as decisões do Federal Reserve.

Já no Brasil, o IBGE publica às 9h o IPCA de dezembro e o consolidado de 2025. A previsão é de alta entre 0,33% e 0,35%, mantendo a inflação dentro do teto da meta de 4,5%. Os dados influenciam o ritmo das políticas monetárias e as projeções econômicas.

Acordo UE-Mercosul avança para assinatura após 25 anos de negociações

Na manhã desta sexta, a União Europeia aprovou, em Bruxelas, o entendimento preliminar para assinatura do tratado comercial com o Mercosul. Apesar de ainda precisar de confirmações por escrito até as 17h no horário europeu, o acordo deve ser formalizado na próxima segunda-feira (12), no Paraguai.

O tratado visa facilitar o comércio entre os blocos, reduzindo tarifas de importação e exportação, ampliando o acesso do Brasil ao mercado europeu, que conta com cerca de 450 milhões de consumidores. Contudo, a iniciativa enfrenta resistência de países como França e Irlanda, preocupados com a concorrência de produtos mais baratos do Mercosul.

Implicações para o comércio e a indústria brasileira

Segundo fontes diplomáticas, o acordo traz regras comuns para o comércio de bens agrícolas e industriais, investimentos e regulamentos. Caso seja confirmado, ele deve impulsionar ainda mais a integração comercial, beneficiando setores como o agronegócio e a indústria brasileira.

Panorama da economia brasileira e internacional

No âmbito doméstico, a produção industrial brasileira permaneceu estável em novembro, contrariando as expectativas de crescimento de 0,2%, e apresentou recuo de 1,2% na comparação anual, segundo o IBGE. Os setores mais impactados foram as indústrias extrativas e automotiva, refletindo os efeitos da política monetária restritiva e da guerra comercial com os EUA.

Nos Estados Unidos, o número de pedidos de auxílio-desemprego aumentou moderadamente na última semana, somando 208 mil solicitações. Ainda assim, os níveis permanecem baixos, sinalizando uma demanda relativamente firme no mercado de trabalho.

Os principais mercados globais e o comportamento do dólar

Wall Street encerrou a quinta-feira com sinais mistos, com o Dow Jones subindo 0,55%, e o Nasdaq recuando 0,44%, enquanto o S&P 500 terminou praticamente estável. Os mercados europeus mostraram desempenho irregular, refletindo a cautela antes do relatório de emprego dos EUA. As bolsas asiáticas fecharam em baixa, especialmente na China e Hong Kong, devido às vendas de ações financeiras e ao pessimismo global.

O dólar, por sua vez, começou o dia em queda, acumulando, até o momento, uma baixa de 1,82% no mês e no ano, refletindo a expectativa de os dados reforçarem a visão de desaceleração da inflação e menor risco de alta agressiva dos juros pelo Fed. O índice Ibovespa, por outro lado, acumula alta de 1,02% no mesmo período, sustentado pela melhora no cenário externo e pelo avanço nas negociações comerciais.

Mais detalhes sobre o movimento do dólar e do mercado financeiro podem ser acessados no link oficial.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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