Dólar cai 1,52% em janeiro e Ibovespa sobe 0,46% no mesmo período

Na abertura desta terça-feira (6), o mercado cambial segue atento às tensões políticas na Venezuela e às projeções econômicas globais. O dólar encerrou janeiro com queda de 1,52%, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve alta de 0,46% no mesmo período, refletindo otimismo moderado dos investidores.

Dólar e Ibovespa: tendências e projeções para 2026

O dólar North American Dollar recuou 1,52% em janeiro, fechando o mês cotado a R$ 5,4887, após alta de mais de 11% em 2023, influenciado pelos juros elevados no Brasil e por cenários internacionais turbulentos. Segundo analistas do mercado financeiro, há expectativas de estabilidade cambial ao longo de 2026, com uma cotação prevista em torno de R$ 5,50 no final do ano.

Já o Ibovespa encerrou janeiro com ganho de 0,46%, atingindo 107.200 pontos, impulsionado pelo desempenho de ações de commodities e por uma retomada moderada na economia brasileira. “Nosso mercado segue recebendo impacto positivo de expectativas de queda dos juros e de melhorias na atividade econômica para 2026”, comenta Mariana Costa, estrategista da corretora XP Investimentos.

Cenário externo e tensões na Venezuela impactam mercado de petróleo

A prisão do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos na última segunda-feira (5) trouxe volatilidade ao mercado internacional de petróleo, que avançou de forma moderada nesta terça-feira. Donald Trump sinalizou que os EUA podem subsidiar esforços de empresas americanas para reconstruir a indústria petrolífera venezuelana, aumentando as expectativas de oferta no mercado global.

Analistas apontam que a expectativa de maior disponibilidade de petróleo venezuelano pode pressionar os preços da commodity ao longo de 2026, afetando também o valor do ouro, prata e os títulos da dívida venezuelana, que tiveram alta nesta semana. “A reestruturação da dívida e o aumento possível na produção venezuelana refletem uma dinâmica de mercado mais complexa e de maior volatilidade”, explica João Almeida, economista do banco Safra.

Dados econômicos e projeções para 2026

Pelo Boletim Focus divulgado pelo Banco Central, a previsão para a inflação em 2025 foi revista de 4,32% para 4,31%, a oitava redução consecutiva, permanecendo dentro da meta oficial. Para 2026, a projeção subiu levemente de 4,05% para 4,06%, enquanto o crescimento do PIB continua estimado em 1,80%.

O mercado também aposta na manutenção do câmbio relativamente estável, com o dólar previsto para encerrar 2026 em aproximadamente R$ 5,50. Os principais índices de Wall Street abriram em alta nesta semana, reforçando a expectativa de um cenário global mais positivo, mesmo com tensões geopolíticas na Venezuela e outros pontos de instabilidade.

Perspectivas globais e antecípios de política monetária

Investidores acompanham o discurso de Tom Barkin, presidente do Fed de Richmond, que aborda as projeções econômicas para 2026, além dos dados do PMI de dezembro nos EUA. Os mercados de Europa e Ásia também mostram sinais positivos, impulsionados por fatores geopolíticos e pelos resultados das ações do setor de defesa, com destaque para as bolsas londrina, frankfurtiana e asiáticas, que fecharam em alta nesta semana.

O cenário de incertezas na Venezuela, aliado às expectativas de desaceleração global e às ações de bancos centrais, mantêm a volatilidade nos mercados, embora a tendência geral seja de estabilidade e otimismo moderado para 2026, sinalizam especialistas. Os investidores seguem atentos às próximas semanas, aguardando dados oficiais e discursos que possam reafirmar ou alterar o atual cenário econômico.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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