Desaceleração do consumo afeta crescimento do PIB no terceiro trimestre de 2025

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda avaliou nesta quinta-feira (4) que a desaceleração do consumo das famílias no terceiro trimestre de 2025 influenciou o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que mostrou desaceleração. Segundo dados do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB teve alta de 0,1% neste período, contra uma expansão de 0,3% nos três meses anteriores.

Impacto do consumo no crescimento do PIB

De acordo com o Ministério da Fazenda, o consumo das famílias, componente importante do PIB, desacelerou de 1,8% para 0,4% na mesma comparação. A Secretaria afirmou que essa desaceleração está relacionada ao desaquecimento dos mercados de trabalho e crédito no terceiro trimestre, em resposta aos efeitos defasados da política monetária restritiva, com juros elevados fixados pelo Banco Central para conter pressões inflacionárias.

Perspectivas para 2025 e o quarto trimestre

A SPE mantém a previsão de crescimento de 2,2% para o PIB de 2025, mesmo com a desaceleração observada até o momento. Segundo a Secretaria, o carregamento estatístico até o terceiro trimestre já atinge essa projeção, similar ao esperado inicialmente para o ano. Diversas melhorias no setor de serviços alimentam a expectativa de crescimento positivo no último trimestre, apesar do cenário de desaceleração mais acentuada, que também reduz o chamado ‘carry-over’ para 2026.

“O carregamento estatístico até o terceiro trimestre já é de 2,2%, similar ao crescimento que a SPE projetava antes para o ano. No entanto, a expectativa continua sendo de crescimento positivo na margem ainda no quarto trimestre, repercutindo, principalmente, uma leve melhora no desempenho dos serviços”, explicou a Secretaria.

Contexto econômico e projeções

Para 2025, a projeção dos economistas do mercado financeiro é de um crescimento de 2,16% para o PIB, após uma expansão mais robusta de 3,4% em 2024. Apesar da desaceleração, a tendência de desaquecimento econômico deve manter-se, refletindo o impacto do cenário de juros altos e menor impulso à economia.

Segundo o site G1, essa conjuntura demonstra o efeito tardio das medidas de política monetária restritiva adotadas pelo Banco Central.

Especialistas continuam observando que o consumo das famílias, apesar de desacelerar, ainda registra crescimento moderado, sinalizando uma leve recuperação no setor de serviços e uma manutenção do ritmo de expansão do PIB no restante do ano.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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