Deputado Rollemberg afirma ter assinaturas suficientes para CPI do Banco Master
O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) informou ao blog que já coletou as assinaturas necessárias para a instalação da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. Segundo ele, a iniciativa atende ao mínimo de um terço dos parlamentares, ou seja, mais de 171 assinaturas, sendo que a coleta começou logo após o caso vir à tona, no fim de novembro e início de dezembro.
Coleção de assinaturas e prioridade na investigação
Rollemberg afirmou que, desde a denúncia de esquema envolvendo o compra e venda de títulos inexistentes pelo Banco Master, começou a angariar apoios digitalmente. “Mais de 171 assinaturas já estão reunidas”, declarou. Ele ainda revelou que ainda não conversou com o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, mas defende que a instalação da CPI é obrigatória, por ser um direito regimental.
Foco inicial e possíveis ampliações na investigação
O foco principal da CPI será o caso do Banco Master, mas Rollemberg destacou a possibilidade de ampliar o escopo da investigação. Entre os pontos que poderão ser examinados, estão a “possível ligação do banco com fundos ligados ao PCC, mudanças na forma de saque de fundos antes da liquidação, influenciadores nas redes contra decisões do Banco Central e a atuação do Tribunal de Contas da União”.
Questionamentos sobre o TCU e o Banco Central
O deputado criticou a posição do Tribunal de Contas da União (TCU), que, segundo ele, apresenta uma postura “estranha” na análise do caso. “Tudo isso pode fazer parte da investigação, a definição do alcance será feita na própria CPI”, ressaltou. Quanto às eventuais convocações de representantes do Banco Central e do Corte de Contas, Rollemberg destacou que a decisão cabe ao colegiado, mas que a intenção é aprofundar a apuração de forma independente.
Responsabilidade, fraudes e fortalecimento do sistema financeiro
Segundo o parlamentar, o objetivo da CPI é identificar os envolvidos nas fraudes, que podem envolver fundos de pensão, empresas e figuras políticas. “Queremos propor medidas para tornar o sistema financeiro mais seguro e menos vulnerável, além de responsabilizar os envolvidos na fraude”, afirmou. Ele também reconheceu que conexões políticas podem tentar interferir na investigação.
Riscos de interferência política e atuação do STF
Rollemberg reconheceu a possibilidade de tentativas de ingerência política, devido ao envolvimento de figuras relevantes do Congresso. Sobre o processo que tramita no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, ele comentou que a atuação do STF e da Polícia Federal pode influenciar os trabalhos da CPI se ocorrerem de forma célere e trazendo fatos novos.
Perspectivas para a instalação da CPI
Apesar de ainda não ter contato direto com o presidente da Câmara, o deputado acredita que a instalação da comissão é obrigatória devido ao regimento interno. A expectativa é que a CPI possa contribuir para esclarecer o esquema envolvendo o Banco Master e propor medidas para fortalecer o sistema financeiro brasileiro.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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