Correios prorrogam negociações do acordo coletivo até 15 de dezembro

Os Correios decidiram prorrogar até o dia 15 de dezembro as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025/2026, segundo confirmação da estatal ao Portal iG. A próxima reunião está marcada para acontecer na terça-feira (9), com o objetivo de avançar nas tratativas.

Manutenção dos direitos trabalhistas durante a negociação

De acordo com os Correios, todos os direitos dos trabalhadores permanecem garantidos durante o período de negociação, com exceção do §2º da cláusula 55 (VA/VR). A empresa explica que essa exceção ocorre porque “o crédito extra previsto nessa cláusula já foi totalmente pago, dentro do prazo, sem nenhum prejuízo para as trabalhadoras e trabalhadores”.

Cenário financeiro delicado impulsiona ajustes na negociação

As negociações acontecem em um contexto de grave crise financeira para os Correios, que prevêem prejuízos de até R$ 10 bilhões em 2025 e R$ 23 bilhões em 2026. Para enfrentar esse cenário, a estatal prepara um plano de recuperação financeira que inclui cortes de gastos e a busca por um empréstimo de R$ 20 bilhões com aval da União.

Propostas para cláusulas econômicas e melhorias operacionais

Na próxima terça-feira, os Correios afirmam que irão apresentar “propostas objetivas sobre cláusulas econômicas, benefícios e pontos importantes da operação, como distribuição domiciliária e redimensionamento da carga”. Segundo a empresa, essas medidas são essenciais para garantir a continuidade dos serviços e evitar impactos maiores.

Riscos de greve e impacto para todos

A estatal alerta que uma greve dos trabalhadores poderia agravar ainda mais a situação financeira e afetar toda a sociedade. “Uma paralisação agora poderia prejudicar os trabalhadores, a população e a própria empresa”, afirmou a administração, destacando a importância do diálogo para evitar consequências negativas.

O cenário evidencia o desafio de equilibrar as reivindicações trabalhistas com a necessidade de viabilizar a recuperação financeira dos Correios, que enfrenta uma das maiores crises de sua história.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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