Correios busca R$ 850 milhões com venda de imóveis ociosos
Os Correios estão em processo de busca por R$ 850 milhões até o fim de 2025 com a venda de imóveis ociosos e o desenvolvimento de parcerias, como a com a Emgea, para acelerar a captação de recursos. A estatal precisa levantar pelo menos R$ 10 bilhões para regularizar suas contas e evitar um agravamento financeiro.
Reestruturação e venda de imóveis
Os Correios avaliam a criação de um fundo de investimento imobiliário em parceria com a Caixa Econômica Federal, que pode levantar cerca de R$ 2 bilhões. O processo, porém, pode levar até um ano, tempo considerado longo diante da necessidade de reforço imediato de caixa. A empresa também negocia com a Emgea, especializada na recuperação de ativos, para acelerar a venda de imóveis.
Carteira imobiliária e desinvestimento
Segundo dados dos Correios, a carteira imobiliária possui 1.366 imóveis, dos quais 286 estão desocupados. Destes, 62 já estão em processo de alienação ou aptos a serem vendidos, enquanto o restante aguarda regularização documental. A empresa avalia se esses ativos farão parte de um fundo imobiliário ou serão vendidos por outras soluções, como o sale & leaseback.
Contexto financeiro e planos de recuperação
Os Correios enfrentam um déficit mensal de R$ 750 milhões e precisam levantar até R$ 20 bilhões para um processo completo de recuperação financeira. Entre as medidas estão o desligamento de 10 mil funcionários por meio de um plano de demissão voluntária e o fechamento de 700 pontos de atendimento. Outras iniciativas visam garantir a sustentabilidade da estatal até março de 2026.
Perspectivas e recomendações
A expectativa é de que a parceria com a Emgea e a criação do fundo imobiliário ajudem a acelerar a obtenção de recursos. Ainda assim, o processo de reestruturação completa demanda tempo e ações coordenadas para evitar um cenário ainda mais catastrófico para a estatal.
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Com informações do Jornal Diário do Povo
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