China suspende proibição de importação de frango do Brasil após controle da gripe aviária
A China anunciou nesta sexta-feira (7) a suspensão da proibição de importações de carne de frango do Brasil, medida que havia sido estabelecida após o primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial, em Montenegro (RS). A decisão foi divulgada pela Administração Geral de Alfândegas chinesa, mas sem detalhes específicos sobre os produtos que poderão voltar ao mercado chinês.
Reativação dos exportos de carne de frango brasileira
O Brasil, maior exportador mundial de carne de frango, passou a liberar novamente suas vendas para a China, principal destino de sua proteína animal. Em 2024, o país comercializou mais de 560 mil toneladas de carne de frango para a China, que responde por uma parte significativa das exportações brasileiras, que totalizaram 4,1 milhões de toneladas em 2018, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Contexto do surto e controle nacional
O Brasil declarou-se livre da gripe aviária na última terça-feira (18), após ficar 28 dias sem registrar novos casos em granjas comerciais. A suspensão da proibição ocorreu após uma auditoria de uma comitiva do governo chinês no país, que buscava comprovar a ausência de risco na produção brasileira. O primeiro caso foi detectado em maio na granja de Montenegro, o que levou ao embargo de exportações para a China em 16 de maio.
Impacto na produção e consumo interno
Apesar de ser o maior exportador mundial, cerca de 64,64% da produção de frango no Brasil permanece no mercado interno. Segundo a ABPA, cada brasileiro consome aproximadamente 45 kg de carne de frango por ano, o que demonstra a importância do setor para a segurança alimentar nacional.
Perspectivas futuras para o setor de proteína animal
Com a retomada das exportações para a China, espera-se que o setor de aves ganhe impulso em 2025, contribuindo para a recuperação econômica do segmento e reforçando a posição do Brasil no mercado global. A confiança no controle da gripe aviária também deve facilitar outras negociações internacionais de produtos brasileiros do setor de alimentos.
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Com informações do Jornal Diário do Povo
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