China proíbe uso de produtos de cibersegurança de EUA e Israel

A China confirmou a implementação de uma diretriz que orienta empresas no país a não utilizarem produtos de cibersegurança de companhias dos Estados Unidos e de Israel, com prazo para substituição até o primeiro semestre de 2026. A medida foi revelada por uma diretriz governamental vista pela Bloomberg News nesta quarta-feira (24).

Medidas para substituição de tecnologia de segurança

Segundo o documento, as organizações chinesas devem identificar se utilizam produtos de empresas como Palo Alto Networks, Fortinet, Check Point Software Technologies, Recorded Future, CrowdStrike, Mandiant, entre outras. Essas empresas, apontadas pelo governo, teriam vínculos com agências de inteligência, embora nenhuma prova concreta tenha sido apresentada até o momento. A justificativa oficial alega que o uso dessas tecnologias poderia resultar no envio de dados sensíveis para o exterior ou criar vulnerabilidades para os sistemas chineses.

Reações das empresas e argumentos de defesa

A Palo Alto Networks, uma das citadas, não respondeu imediatamente a pedidos de comentário. Um porta-voz da companhia afirmou que seus produtos são voltados para uso corporativo e que a empresa monitora continuamente os desenvolvimentos regulatórios ao redor do mundo, garantindo conformidade com as leis vigentes. De acordo com a empresa, ela não vende produtos na China, o que, na visão da companhia, minimiza os impactos da medida.

Já a Orca Security afirmou que não foi notificada oficialmente sobre a decisão e defendeu a importância de ferramentas de segurança eficazes para operações empresariais globais, considerando a medida um passo na direção contrária à proteção de dados.

Medidas semelhantes dos EUA e o impacto global

Os Estados Unidos também adotaram restrições semelhantes, limitando o uso de produtos de empresas chinesas por entidades governamentais, alegando preocupações de segurança nacional. Empresas como McAfee, SentinelOne, CrowdStrike, Mandiant, e outras estão incluídas na lista de proibições americanas, embora muitas delas afirmem que seus produtos não têm relação com o mercado chinês.

Contexto e implicações futuras

A diretiva chinesa reafirma a tendência de rivalidade tecnológica e de segurança entre China e os países ocidentais, especialmente os EUA. Especialistas avaliam que as medidas podem gerar impacto na relação comercial e tecnológica entre as nações, além de influenciar o mercado global de cibersegurança. Ainda não há uma estimativa clara sobre os efeitos práticos da substituição nas operações das empresas chinesas de tecnologia.

Segundo analistas, a medida reforça a estratégia de China de fortalecer a sua indústria de tecnologia doméstica e reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras, em um momento de crescente tensão em relação à segurança digital e ao controle de infraestrutura crítica no país.

Para saber mais detalhes, acesse a reportagem completa no site do Globo.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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