China armas tarifas à carne bovina brasileira a partir de 2025
O governo chinês anunciou nesta última segunda-feira (30) que aplicará tarifas de 55% sobre as exportações de carne bovina brasileira a partir de 1º de janeiro de 2025. A medida, que já entra em vigor nesta terça-feira, passou a valer após uma investigação que iniciou em 2024 e foi aprofundada ao longo do ano, com foco na proteção do produtor local chinês.
Investigação e medidas protecionistas da China
O procedimento formal foi anunciado em novembro de 2024 pela China à Organização Mundial do Comércio (OMC). Desde então, as ações vêm sendo intensificadas, indicando uma escalada de medidas protecionistas na relação comercial com o Brasil. Segundo informações oficiais, a investigação visou possíveis práticas desleais e preocupações sanitárias relacionadas às importações de carne bovina brasileira.
Impacto na exportação brasileira de carne bovina
O Brasil, principal fornecedor de carne bovina para o mercado chinês, recebeu uma cota de pouco mais de 1 milhão de toneladas por ano, isenta de tarifação, que deve ser mantida até o limite. Assim, a maior parte dos embarques realizados em 2024, que totalizaram cerca de 1,33 milhão de toneladas, ainda permaneceria dentro da cota de isenção, mas novos envios além desse volume deverão pagar a tarifa elevada.
Consequências para o setor e perspectivas futuras
Analistas apontam que a medida pode gerar um impacto imediato na competitividade da carne brasileira na China, especialmente para as exportações que ultrapassarem a cota de isenção. Além da redução no volume de vendas, há expectativa de que o mercado brasileiro busque alternativas e diversifique suas exportações para outros países.
“Essa tarifa representa um obstáculo importante para o setor de carne bovina do Brasil, que depende de mercados internacionais, sobretudo a China,” afirmou João Pereira, especialista em comércio exterior. “A situação reforça a necessidade de estratégia de diversificação de mercados.”
Perspectivas e recomendações
O governo brasileiro acompanha atentamente a situação e analisa possíveis ações para negociar a revisão da tarifa com as autoridades chinesas. Especialistas recomendam que os exportadores busquem diversificação de mercados, além de fortalecer suas cadeias produtivas no Brasil para reduzir riscos futuros.
Para mais detalhes, acesse a reportagem completa no site do Globo.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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