Café mais caro do mundo é vendido por quase US$ 1 mil a xícara em Dubai

Um café considerado o mais caro do mundo foi lançado nesta semana em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, custando quase US$ 1 mil (R$ 5.380 na cotação atual) por xícara. A bebida utiliza grãos panamenhos de alta qualidade, vendidos a preços recorde em leilão, e é preparada com um método que garante a extração dos aromas mais nobres.

Anúncio do café mais caro e os detalhes da experiência

Localizado em um bairro industrial que se tornou referência para os amantes de café, o Julith Coffee passará a servir, a partir deste sábado, cerca de 400 xícaras dessa preciosidade, segundo contou à AFP um de seus fundadores, Serkan Sagsöz. A experiência inclui uma filtragem especial, que otimiza os aromas, além de uma degustação com descrições detalhadas, realizada no salão ou em espaço reservado.

O valor cobrado por essa bebida, que equivale a aproximadamente 3.600 dirhams (US$ 980 ou R$ 5.270), revela sabores florais e frutados que remetem ao chá, com notas cítricas de laranja e tangerina, além de toques de damasco e pêssego. “Há notas florais brancas como o jasmim e um toque de mel, delicado e doce”, descreve Sagsöz, apaixonado por café, que comandou uma cafeteria na Turquia antes de abrir o Julith nos Emirados em agosto.

Café de recorde e o leilão de grãos de ouro

Este não é o primeiro recorde de Dubai, conhecida pelo luxo e projetos megalomaníacos. Em setembro, a cidade já havia figurado no Guinness com a venda da xícara de café mais cara do mundo até então, oferecida pela cafeteria Roasters por 2.500 dirhams (US$ 680 ou R$ 3.660).

O novo recorde foi alcançado em um leilão de grãos de café no Panamá, onde 20 quilos de um lote avaliado em aproximadamente 2,2 milhões de dirhams (US$ 604 mil ou R$ 3,2 milhões) foram vendidos após uma disputa de 549 ofertas ao longo de 13 horas. O café, chamado “Nido 7 Geisha”, tem origem nas plantações “Hacienda La Esmeralda”, perto do vulcão Barú, e recebeu pontuação recorde de 98 pontos de 100 no concurso “Best of Panama”.

Reações e o mercado de luxo

Apesar do choque de valores, a venda gerou poucas surpresas na cidade, acostumada ao protagonismo de produtos de luxo. Inès, residente de Dubai que não quis se identificar, comentou: “É realmente chocante, mas ao mesmo tempo é Dubai.” Maëva, outra residente, acrescentou: “Para os ricos, é mais uma experiência da qual poderão se gabar.”

Segundo o estabelecimento, a negociação contou com inúmeras solicitações de compradores asiáticos e colecionadores de café, interessados em adquirir grãos raros e exclusivos. A maior parte da produção, entretanto, fica reservada à família real e aos high rollers do emirado.

Este episódio reforça o papel de Dubai como palco de extravagâncias, onde o luxo e o excesso se manifestam até mesmo na mais simples das bebidas. Para alguns, uma demonstração de poder aquisitivo e status, para outros, uma curiosidade que alimenta a fama de cidade que não conhece limites.

Fonte: O Globo

Com informações do Jornal Diário do Povo

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