Braskem negocia venda de ativos nos EUA para a Unipar
A Braskem anunciou nesta sexta-feira que está em negociações para vender seus ativos nos Estados Unidos, incluindo unidades no Texas, Pensilvânia e West Virginia. A informação foi divulgada em fato relevante ao mercado, após reports do colunista Lauro Jardim, do GLOBO, e ocorre em meio a movimentos estratégicos envolvendo investidores e controladores da petroquímica.
Negociações envolvendo ativos nos EUA e controle da Braskem
Segundo a empresa, as conversas sobre potenciais oportunidades envolvem ativos e participações societárias da companhia e de suas subsidiárias. A negociação está sendo conduzida pela Novonor, antiga Odebrecht, que detém 50,1% do capital votante da Braskem, e inclui diversos ativos internacionais, como unidades no México e na Alemanha.
Recentemente, o processo tem ganhado força com notificações ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), feitas pela Petroquímica Verde Fundo de Investimentos, ligado a Nelson Tanure, e pela Petrobras, que detém 47% da Braskem. A Petrobras busca maior influência na gestão da empresa, que atualmente opera de forma bastante autônoma, sem integração plena com a diretoria colegiada da estatal.
Estratégias de investidores e possíveis movimentos futuros
Fontes familiarizadas com o caso apontam que a estratégia, envolvendo Tanure, inclui a criação de um fundo de private equity para adquirir ações da Braskem em poder da Novonor, que também serve como garantia para bancos credores, como Bradesco, Itaú, Santander, Banco do Brasil e BNDES, decorrente do processo de recuperação judicial da holding.
A proposta prevê que o fundo compre a maior parte das ações da Novonor por meio de uma potencial capitalização da Braskem, controlando assim o fundo de forma direta, por meio de uma renegociação coletiva com os credores. O objetivo é consolidar maior controle e influência na gestão societária, além de buscar maior sinergia com a Petrobras, que deseja exercer papel mais ativo na companhia.
Perspectivas e impactos na indústria petroquímica
Se concretizada, a venda dos ativos nos EUA pode mudar o panorama da Braskem, ampliando o controle de investidores estratégicos e financeiros na gestão da companhia. Para o mercado, a movimentação representa uma tentativa de valorização dos ativos e fortalecimento do posicionamento da petroquímica diante de desafios econômicos e ambientais.
Segundo analistas, a estratégia de venda faz parte do processo de reestruturação da Braskem, que busca otimizar seus ativos globais e ajustar sua operação às novas demandas de mercado, incluindo temas de sustentabilidade e inovação.
Para acompanhar os desdobramentos dessa negociação, o mercado continuará atento às decisões da Novonor, da Petrobras e das autoridades regulatórias brasileiras, que avaliem a viabilidade e os impactos de uma potencial venda dos ativos nos EUA. Fonte: GLOBO
Com informações do Jornal Diário do Povo
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