Brasileira vítima de violência doméstica ganha botão de pânico em Portugal
Adriane Barbosa, de 38 anos, brasileira que vive em Portugal, relatou estar sendo ameaçada e perseguida pelo ex-marido, apesar de ter registrado queixa na polícia em agosto. Ela afirma que as ameaças persistem e que busca proteção com a ajuda do botão de pânico, uma medida de segurança recentemente recebida.
Medidas de proteção e dificuldades enfrentadas
Após insistentes ameaças por parte do ex-companheiro, Adriane reiterou sua denúncia por escrito e por telefone na Guarda Nacional Republicana (GNR). Ela foi uma das muitas vítimas de violência doméstica no país a solicitar apoio, e, nesta semana, recebeu o botão de pânico, um aparelho eletrônico que, ao ser acionado, envia uma chamada de socorro automática para a polícia.
“Foi agora há pouco que eles me ligaram. Hoje, estive na GNR para pegar o botão de pânico. É um apoio”, afirmou ela ao Portugal Giro. Sua situação, contudo, demonstra a fragilidade do sistema de proteção.
Ameaças persistentes e dificuldades na proteção policial
Segundo Adriane, o ex-marido continua a ligar inúmeras vezes por dia, além de persegui-la na rua. No último dia 1º de dezembro, ele apareceu no caminho da escola do filho, enquanto ela estava na rua com a criança. Apesar de ter solicitado ajuda da polícia, ela afirmou que os policiais só se deslocaram até sua residência se ela estivesse vendo o agressor, o que não foi possível na ocasião.
Reação das autoridades e reivindicações de proteção
Ela criticou a resposta da polícia, dizendo que a orientação de contratar um segurança particular não é suficiente para sua proteção. “Acredito que a polícia deveria ter tomado medidas mais eficazes”, declarou. Após a ligação com os policiais, Adriane recebeu o botão de pânico, que ela considera uma ajuda importante, mas ainda insuficiente diante do que enfrenta.
Contexto de violência e proteção às mulheres em Portugal
Adriane trabalha em um supermercado na cidade de Gaia, região do Porto, onde vive com seu filho desde 2022. Ela relata que seu ex-companheiro não aceita a separação e continua a ligar várias vezes ao dia. Além disso, ela afirma ter sido seguida na rua na última semana, ao sair do trabalho.
Ela denuncia a falta de ação efetiva por parte do sistema judicial e policial. “Fui vítima de violência doméstica, fiz exames de corpo de delito e prestei queixa, mas ainda não recebi auxílio ou proteção adequada”, disse. Sua situação é uma realidade de muitas mulheres em Portugal, onde, até novembro, 24 vítimas foram assassinadas, sendo 16 em relações amorosas e cinco em contexto familiar, conforme o Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA).
Dados alarmantes e necessidade de maior efetividade
Segundo o OMA, também ocorreram 50 tentativas de homicídio contra mulheres no país, incluindo 40 tentativas de feminicídio. Esses números evidenciam a urgência de ações mais eficazes para garantir a segurança e a justiça às vítimas de violência de gênero.
Entretanto, Adriane reforça a urgência de ações concretas por parte da Justiça e das forças policiais para proteger quem sofre ameaças e agressões, além de cobrar maior atenção às vítimas de violência doméstica.
Para saber mais detalhes sobre o caso, acesse o fonte original.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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