Brasil torce para café ficar de fora do tarifaço de Trump

O governo brasileiro mantém a expectativa de que o café seja excluído do tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, devido a uma possível decisão favorável de Washington relacionada a recursos naturais importados. A expectativa surge em meio às tensões comerciais entre os países, mas ainda não há garantias formais.

Decisão de Trump e impacto no café brasileiro

Na quarta-feira (31), Trump assinou um decreto que impõe sobretaxas de 50% em produtos importados de diversos países, incluindo o Brasil. No entanto, quase 700 itens foram excluídos da medida, entre eles carnes e pescados. Apesar disso, o café brasileiro não foi beneficiado com essa isenção, mantendo-se na lista de produtos com tarifas elevadas.

Possibilidade de isenção para produtos agrícolas

Apesar da exclusão oficial, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, sinalizou que a compra de certos produtos, como café, manga, cacau e abacaxi – itens não cultivados nos EUA –, poderia ser considerada para uma isenção “global”.

Na declaração, Lutnick explicou que essa isenção normalmente ocorre quando são fechados acordos com os países afetados, o que ainda não aconteceu no caso do Brasil. “Até o momento, não há um acordo formal, e a ordem executiva oficializou a sobretaxa sem excluir o café”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, acrescentando que novas tarifas deverão ser definidas até meia-noite desta quinta-feira, com base em negociações com outros países.

Café brasileiro: liderança e exportações para os EUA

O café brasileiro continua sendo o principal produto exportado para os Estados Unidos, respondendo por cerca de 33% do consumo americano. Entre janeiro e maio deste ano, os EUA adquiriram 17% de toda a exportação do café brasileiro.

De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), foram enviadas 3,3 milhões de sacas aos Estados Unidos de janeiro a junho. Em 2024, o Brasil já exportou mais de 8 milhões de sacas de café para a maior economia mundial, reforçando sua posição de destaque no setor.

Perspectivas futuras e próximos passos

A expectativa do governo brasileiro é que o café possa ser incluído em uma eventual “exceção global” às tarifas, evitando um impacto negativo em uma de suas maiores commodities de exportação. Analistas e setor produtivo aguardam ansiosamente as decisões de Washington, que deverão ser comunicadas em breve, conforme indicam autoridades americanas.

Para mais detalhes sobre as negociações e o impacto no setor de café, acesse a matéria completa no site do Globo.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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