Brasil se prepara para aproveitar a única brecha de negociação com os EUA
O Brasil se prepara para aproveitar uma oportunidade de negociação com os Estados Unidos, enquanto entidades de ambos os lados pressionam por participação em uma audiência sobre as relações comerciais bilaterais, que pode trazer riscos e benefícios. A reunião ocorre em um momento de tensões por práticas comerciais e políticas econômicas no cenário global.
Defesas e argumentos de entidades brasileiras e americanas
Posições do Brasil e dos Estados Unidos
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirma que o Brasil não adota práticas que prejudiquem empresas americanas no comércio digital e nos serviços de pagamentos eletrônicos. Como exemplo, a entidade cita o Pix, sistema de pagamento brasileiro considerado inovador, similar ao FedNow, do Federal Reserve, argumentando que o país mantém uma postura transparente no setor. Mais detalhes no site do Globo.
Por outro lado, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) negocia que a alegada falta de reciprocidade no comércio de etanol não se sustenta, ressaltando que o Brasil concedeu períodos de isenção de tarifas e mantém uma regulamentação transparente na exportação do produto. Fonte original.
Pontos de vista do lado americano
As associações comerciais dos EUA também buscam participar da audiência. A Associação Nacional dos Produtores de Milho (NCGA), que representa mais de meio milhão de produtores, denuncia que o Brasil beneficia-se de condições preferenciais, enquanto impede o acesso de exportadores americanos de milho e etanol. Leia mais aqui.
Segundo o documento da NCGA, a falta de reciprocidade impede que o etanol de milho dos EUA atue em condições iguais e também atrapalha a entrada futura desse combustível em mercados de aviação, que se prevêem com potencial de crescimento significativo nos próximos anos. Ainda, o Conselho Americano de Química (ACC) deseja participar para apoiar os esforços do governo Trump e buscar uma relação comercial mais equilibrada com o Brasil. Mais informações.
Preocupações do setor agrícola dos EUA
O Conselho Agrícola do Arkansas, que representa agricultores de grãos como soja e milho, quer participar da reunião para questionar as atividades do Brasil na economia mundial, especialmente na agricultura. A entidade afirma que as ações brasileiras prejudicam seus produtores, que enfrentam forte concorrência global impulsionada por subsídios chineses e expansão de áreas de cultivo. Veja detalhes.
Perspectivas e riscos na relação bilaterais
Analistas destacam que a movimentação de entidades de ambos os países evidencia a complexidade da relação comercial, que envolve interesses econômicos, políticos e estratégicos. Embora exista a oportunidade de negociações, há também o risco de escalada de tensões que possam prejudicar mercados e acessos a produtos essenciais. O envolvimento de diversas entidades sugere uma disputa de narrativas e uma busca por espaço em uma audiência-chave prevista para os próximos meses.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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