Brasil registra menor número de brasileiros em insegurança alimentar desde 2004
A insegurança alimentar grave no Brasil atingiu 6,4 milhões de pessoas em 2024, representando o percentual mais baixo desde o início das medições do IBGE em 2004. O número caiu 2,2 milhões em relação a 2023, quando 8,6 milhões de brasileiros estavam em situação de fome ou insegurança alimentar severa.
Queda significativa na fome e insegurança alimentar
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC), o percentual de lares com qualquer grau de insegurança alimentar caiu de 27,6% em 2023 para 24,2% em 2024, o menor desde 2013, refletindo avanços em políticas sociais e aumento da renda.
Dados e critérios da insegurança alimentar
A pesquisa avalia a situação dos brasileiros por meio da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia), considerando desde preocupações momentâneas até episódios de fome. Em 2024, 3,2% dos lares enfrentaram algum grau de insegurança alimentar, igual ao índice de 2013. O aumento de renda, programas sociais e a melhora no mercado de trabalho contribuíram para essa redução.
Fatores que reduzem a fome no país
O aumento de renda, sobretudo via programas como o Bolsa Família, está relacionado à diminuição da insegurança alimentar. Cerca de 71,9% dos domicílios em insegurança grave têm responsáveis com renda de até um salário mínimo, apontando a forte ligação entre renda e acesso a alimentos.
Segundo Maria Lucia Vieira, gerente da pesquisa, “quanto menor o rendimento domiciliar per capita, maior a vulnerabilidade à privação alimentar”. Os programas sociais representam uma estratégia essencial na luta contra a fome, complementando a geração de emprego formal, que também vem apresentando sinais de melhora nos últimos anos.
Grupos mais vulneráveis e regiões mais afetadas
Dados indicam que domicílios liderados por pessoas negras (pretos e pardos) representam 70,4% das famílias com insegurança alimentar. Além disso, famílias chefiadas por mulheres respondem por 59,9% dessas situações. A maior incidência de privação ocorre nas regiões Norte (37,7%) e Nordeste (34,8%), especialmente em áreas rurais.
Na análise por cor, os responsáveis negros concentram 73,8% dos casos de insegurança mais grave, enquanto no total, os domicílios liderados por negros representam a maioria das famílias afetadas pela fome.
Medidas e perspectivas para o combate à fome
O governo federal vem reafirmando seu compromisso de reduzir a pobreza e insegurança alimentar por meio de políticas de transferência de renda e ampliação de programas sociais, além de ações de geração de emprego e renda. A recente saída do Brasil do Mapa da Fome da ONU, após três anos, demonstra avanços, mas o combate à insegurança persistente ainda é prioridade.
A expectativa é que, com o fortalecimento dessas ações, o percentual de lares em condições de insegurança alimentar continue diminuindo nos próximos anos, podendo atingir níveis inferiores a 20% da população até 2025.
Fonte: O Globo
Com informações do Jornal Diário do Povo
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