Bradesco encerra home office para quase 900 funcionários em 2026

O Bradesco confirmou que vai encerrar o modelo de home office para aproximadamente 894 funcionários a partir de janeiro de 2026, afetando principalmente os setores de investimentos e tesouraria na capital paulista e região de Osasco. A decisão foi divulgada pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região.

Retorno ao presencial na área de investimentos e tesouraria

Segundo a entidade sindical, 844 empregados do departamento de investimentos deverão voltar aos escritórios a partir de 2 de janeiro. Além disso, 50 bancários da tesouraria também terão regime totalmente presencial. Todos os cargos afetados estão na Grande São Paulo, incluindo a capital e Osasco.

Posicionamento oficial do banco

Em nota ao g1, o Bradesco afirmou que “a definição da rotina é orientada pela liderança de cada área, que estabelece a matriz ideal de dias presenciais e remotos com base nas especificidades operacionais”. A instituição destacou que cerca de 50% dos seus mais de 82 mil empregados atuam em regime híbrido, alternando entre dias remotos e presenciais.

“O Bradesco busca sempre um equilíbrio entre o presencial e o remoto, com foco na produtividade e no bem-estar das pessoas”, acrescentou o banco.

Acompanhamento e críticas do sindicato

O sindicato informou que acompanhará de perto o processo de retorno e destacou que “qualquer retorno presencial deve ocorrer com condições estruturais e organizacionais adequadas”. A entidade também ressaltou que discutirá o tema com os funcionários na próxima terça-feira (9).

Neiva Ribeiro, presidente do sindicato, avaliou que a decisão representa “uma péssima notícia de fim de ano para os bancários e suas famílias”.

Contexto no setor financeiro

A medida do Bradesco faz parte de um movimento que vem ganhando força no setor financeiro. Em novembro, o Nubank anunciou que exigirá o retorno aos escritórios pelo menos dois dias na semana a partir do segundo semestre de 2026, migrando de um modelo quase totalmente remoto.

O Itaú, por sua vez, demitiu cerca de mil funcionários que trabalhavam em regimes híbrido ou remoto, após uma revisão de condutas relacionadas ao uso do home office e registros de jornada, alegando incompatibilidade entre atividades registradas e horas trabalhadas.

Transformações no mercado de trabalho bancário

O movimento de retorno às atividades presenciais reforça a tendência de readequação das práticas de trabalho no setor. Enquanto bancos como Nubank continuam investindo na ampliação de escritórios e em modelos híbridos, instituições tradicionais reforçam a preferência pelo retorno ao presencial.

Segundo especialistas, essas mudanças refletem uma tentativa de equilibrar produtividade, controle de jornadas e bem-estar, embora gerem debates sobre condições de trabalho e impacto na rotina dos funcionários.

Mais detalhes sobre o retorno ao presencial do Bradesco podem ser acessados em esta matéria do g1.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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