Bolsonaro se defende perante apoiadores em São Paulo
O ex-presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo (29) estar pronto para “mudar o destino do Brasil”, ao discursar para milhares de manifestantes em São Paulo, vestidos de verde e amarelo, para apoiar o político, que pode ser preso por suposta tentativa de golpe de Estado.
Ele pode ser condenado a até 40 anos de prisão pelos crimes de tentativa de golpe de Estado e associação criminosa, entre outros, mas afirma ser vítima de uma “perseguição política” para impedi-lo de concorrer às eleições presidenciais no próximo ano.
“Quem me acusa pode ter muita coisa ao seu lado, mas tem os três que eles não têm: Deus, a liberdade e boa parte da população brasileira”, declarou Bolsonaro diante de milhares de apoiadores na avenida Paulista.
Mas os números de adesão estão cada vez mais baixos. Segundo estimativas da Universidade de São Paulo (USP), cerca de 12.400 pessoas participaram do ato deste domingo, contra 45.000 em abril e 185.000 em fevereiro.
O ex-presidente, de 70 anos, é acusado de liderar uma organização criminosa, que teria conspirado para mantê-lo no poder, após perder as eleições de outubro de 2022 para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o suposto plano golpista, que previa, inclusive, o assassinado de Lula e outras autoridades, não foi concretizado por falta de apoio do alto comando militar.
“Se vocês me derem por ocasião das eleições do ano que vem 50% da Câmara e 50% do Senado, eu mudo o destino do Brasil”, afirmou Bolsonaro à multidão. “Não tem obsessão pelo poder, tenho paixão pela pátria (…) Nem eu preciso ser presidente”, acrescentou o ex-presidente (2019-2022).
Desta vez, porém, Bolsonaro não se apresentou como candidato para as eleições de 2026, diferente de outras vezes, quando garantiu que conseguiria reverter sua inelegibilidade até 2030 por questionar, sem apresentar provas, o sistema de urnas eletrônicas.
A manifestação encerra um mês agitado para Bolsonaro no âmbito judicial.
Diante dos manifestantes, voltou a negar de forma categórica todas as acusações contra ele, assim como fez em 10 de junho no esperado interrogatório cara a cara com o ministro Alexandre de Moraes, a quem chegou a chamar de “canalha” no passado.
Da Redação
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