BNDES aprova R$ 950 milhões para usina de etanol de milho na Bahia
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou nesta segunda-feira (12) um financiamento de R$ 950 milhões para a construção da sexta biorrefinaria do Brasil, na cidade de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. A nova unidade será dedicada à produção de etanol anidro e hidratado a partir de milho, sorgo e outros grãos, fortalecendo o setor agrícola na região.
Capacidade e benefícios da nova usina de etanol de milho
Com recursos do Fundo Clima, no valor de R$ 350 milhões, e da linha de crédito Finem, de R$ 600 milhões, a planta terá capacidade de processar até 1 milhão de toneladas de milho por ano. A produção estimada inclui:
- 498 milhões de litros de etanol anual;
- 248,9 mil toneladas de Dried Distillers Grains (DDG), coproduto rico em proteína;
- 24.862 toneladas de óleo vegetal;
- 185 GWh de energia elétrica.
A produção atingir a capacidade máxima prevista para 2027, segundo informações do BNDES, que destacou a importância de Luís Eduardo Magalhães por sua relevância no agronegócio brasileiro e potencial de crescimento na produção de grãos.
Impactos na economia local e geração de empregos
Durante a etapa de construção, serão criados aproximadamente 300 empregos diretos e mais de 3 mil empregos indiretos no município. Após a inauguração, a expectativa é de que a planta gere de 450 a 500 vagas de trabalho, principalmente para operações industriais e processos produtivos.
Escolha estratégica de Luís Eduardo Magalhães
A cidade foi selecionada devido à sua forte vocação para o agronegócio e ao alto potencial de crescimento na produção de grãos na região oeste da Bahia. Além disso, o projeto reforça o papel do estado na produção sustentável de biocombustíveis e na cadeia automotiva de energia limpa.
Perspectivas para o setor de biocombustíveis na Bahia
Este investimento demonstra o compromisso do governo e do setor privado com a expansão da produção de etanol de milho, um vetor de desenvolvimento sustentável na matriz energética brasileira. Segundo o BNDES, a nova usina reforça a estratégia de diversificação de fontes de energia renovável e a promoção de alternativas econômicas ao petróleo.
A operação da planta também contribuirá para a geração de energia renovável, além de estimular o crescimento do agronegócio local e fortalecer a cadeia produtiva de grãos na Bahia, uma das principais produtoras de alimentos do país.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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