Banco Mundial revisa previsão e Brasil deve crescer 2% em 2026
O Banco Mundial reduziu, nesta terça-feira (13), sua previsão de crescimento para o Brasil em 2026, projetando um avanço de 2%, ante 2,2% divulgado em junho. Para 2027, a expectativa é de crescimento de 2,3%. O relatório aponta uma leve desaceleração na economia brasileira em relação ao ano passado, cujo crescimento estimado foi de 2,3%, uma redução de 0,1 ponto percentual em relação ao último diagnóstico.
Contexto da desaceleração brasileira e perspectivas globais
Segundo o Banco Mundial, a desaceleração prevista para 2026 reflete o impacto das altas taxas de juros reais, além de ventos contrários relacionados ao comércio internacional e à maior incerteza global. A entidade também alertou que as perspectivas para a América Latina e o Caribe tendem para o “lado negativo”, com incertezas agravadas pelas tarifas comerciais de Donald Trump e uma queda nas receitas de commodities devido à menor demanda mundial.
Impacto das tarifas e desaceleração do comércio
O relatório destaca que o aumento das tensões comerciais e as tarifas implementadas pelos Estados Unidos, especialmente sobre países do Irã e da China, continuam a afetar o crescimento do comércio mundial. Antes da entrada em vigor de novas tarifas, várias empresas americanas reforçaram suas importações, mas o crescimento do comércio deve desacelerar consideravelmente em 2026, à medida que o impacto dessas medidas se intensifica, segundo o banco.
Desafios fiscais e risco de aumento da dívida
O Banco Mundial reforçou que, com níveis elevados de dívida pública, o Brasil enfrenta riscos de agravamento fiscal: projeta-se que a dívida do país possa atingir 95% do PIB em uma década, com o pagamento de precatórios, de acordo com o Tesouro Nacional. Além disso, a desaceleração global tende a reduzir preços de commodities, impactando as receitas do governo brasileiro.
Perspectivas de inovação e desigualdade
Apesar dos desafios, o relatório aponta oportunidades de crescimento, especialmente com a rápida adoção de inteligência artificial na região. Países mais bem posicionados para aproveitar essa tecnologia poderão aumentar sua produtividade, embora o estudo advirta que a IA também pode gerar disrupções nos mercados de trabalho regionais.
Crescimento global ameno e possíveis rumos
O crescimento global previsto para 2026 foi elevado em relação ao relatório anterior, agora estimado em 2,6%, uma leve desaceleração em relação aos 2,7% de 2025. Mesmo assim, o banco indica que o mundo deve enfrentar a década mais lenta desde os anos 1960, com aumento da desigualdade social, desaceleração do comércio e demanda global.
Apesar dessas dificuldades, o relatório aponta que, com ajuste de políticas, os países poderão retomar o crescimento em 2027. A previsão é que, conforme as incertezas politik aumentam, o comércio internacional se consolide e os efeitos das tarifas se dissipem, promovendo uma recuperação do ritmo de avanços econômicos globais.
Para evitar estagnação e desemprego, os governos das economias emergentes e avançadas precisam liberalizar investimentos, conter gastos públicos e investir em tecnologia e educação, recomenda o relatório do Banco Mundial. [Fonte: O Globo]
Com informações do Jornal Diário do Povo
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