Banco Master é liquidado após operação da Polícia Federal e prisão de Vorcaro
Nesta terça-feira (18), o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, após operação da Polícia Federal que prendeu o dono da instituição, Daniel Vorcaro, e outros envolvidos. A ação ocorreu um dia após a Polícia Federal revelar esquema fraudulento envolvendo títulos de crédito falsificados e recuperação de bilhões de reais por parte do banco.
Operação e prisão de Daniel Vorcaro
Daniel Vorcaro foi preso no aeroporto de Guarulhos após deixar o banco de helicóptero, tentando fugir para Malta. A operação denominada Compliance Zero cumpriu seis de sete mandados de prisão e apreendeu documentos e objetos nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal, além de São Paulo. Segundo a Polícia Federal, Vorcaro estaria envolvido na emissão de CDBs com retorno irreal de até 40% ao ano, causando um prejuízo estimado em R$ 12 bilhões.
Fraude na emissão de títulos de crédito
A investigação apura a venda de títulosde crédito falsos por parte do Banco Master, que prometia altos retornos mediante emissão de CDBs com promessas de remuneração ilusória. Essas operações tinham o objetivo de captar recursos que eram utilizados de forma irregular, com suspeitas de gestão fraudulenta e organização criminosa. A prática teria causado impacto em pelo menos cinco institutos de previdência social de municípios paulistas, que investiram cerca de R$ 218 milhões no banco.
Reação do Banco Central e impacto nos investidores
Após a prisão, o Banco Central anunciou a liquidação do Banco Master e a indisponibilidade de bens dos controladores e ex-administradores. O objetivo é impedir qualquer negociação de compra pelo grupo Fictor Holding Financeira, que pretendia aportar R$ 3 bilhões na instituição, incluindo participação de investidores dos Emirados Árabes Unidos. A tentativa de aquisição foi rejeitada pelo BC em setembro, por supostas irregularidades e falta de documentação adequada.
Histórico de tentativas de compra do banco
Anteriormenete, o Banco de Brasília (BRB) também tentou adquirir o Banco Master em 2024, mas a operação foi barrada pelo Banco Central por não atender aos requisitos regulatórios. A proposta previa aquisição de 49% das ações ordinárias, 100% das preferenciais e 58% do capital total, contudo, a operação não avançou devido às dúvidas sobre a viabilidade financeira do negócio.
Perspectivas futuras e riscos aos investidores
Especialistas alertam para o risco de perdas patrimoniais dos institutos de previdência que aplicaram recursos no Banco Master, diante da possibilidade de falência da instituição. Ainda não há posicionamento oficial da Prefeitura de Cajamar, do Instituto de Previdência dos Servidores de Cajamar ou do Tribunal de Contas de São Paulo sobre o impacto das aplicações realizadas em 2024, que totalizaram aproximadamente R$ 218 milhões.
A operação da Polícia Federal também investiga a fabricação de títulos de crédito insubsistentes, que foram vendidos a outras instituições financeiras e substituídos por ativos sem avaliação técnica adequada. As investigações continuam, com foco na gestão fraudulenta e na organização criminosa por trás do esquema.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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