Banco Central oficializa liquidação extrajudicial da Master Corretora
O Banco Central (BC) oficializou, por meio de comunicado, a liquidação extrajudicial da Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários. A medida, que inclui a nomeação de um liquidante com amplos poderes de administração, visa a proteger os ativos dos investidores e o sistema financeiro nacional.
Detalhes da liquidação e responsabilidade
Segundo o comunicado, a EFB Regimes Especiais de Empresas foi nomeada como liquidante extrajudicial, tendo Eduardo Felix Bianchini como responsável técnico. O documento orienta que quaisquer informações sobre bens ou valores registrados em nome da corretora sejam remetidas diretamente ao liquidante.
Operação Compliance Zero e prisão de empresário
A medida está relacionada à Operação Compliance Zero, que resultou na prisão do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, na cidade de Guarulhos (SP). Ele encontra-se detido na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. A ação teve o objetivo de combater a emissão de títulos de crédito falsificados por instituições financeiras que fazem parte do Sistema Financeiro Nacional.
Mandados de prisão e busca e apreensão
Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal. Além disso, o Banco Central decretou a indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-administradores da empresa.
Controladores e ex-administradores afetados
Entre os controladores estão a Master Holding Financeira S.A., 133 Investimentos e Participações Ltda, além de indivíduos como Armando Miguel Gallo Neto, Daniel Vorcaro e Felipe Wallace Simonsen. Os ex-administradores também tiveram seus bens bloqueados, entre eles Angelo Antonio Ribeiro da Silva, José Ricardo de Queiroz Pereira, Luiz Antonio Bull, Reinaldo Hossepian Salles Lima e Vinicius da Silva Pinto.
A medida do Banco Central busca fortalecer a fiscalização do mercado financeiro e assegurar a transparência das operações, especialmente frente às denúncias relacionadas à emissão ilícita de títulos.
Para mais detalhes, acesse a fonte oficial.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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