Banco Central discute liquidação do Master e nega envolvimento com fake news

O Banco Central está em tratativas para definir os termos da liquidação do Banco Master, determinada em novembro do ano passado. O pedido de liquidação foi feito em dezembro, e o objetivo é esclarecer detalhes dessa operação, que envolve suspeitas de Movimento orgânico contra o órgão regulador.

Rejeição de envolvimento em disseminação de fake news

Em petição encaminhada ao ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF, os advogados do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmaram que ele “nega veementemente qualquer envolvimento ou conhecimento sobre qualquer prática de difamação ou disseminação de fake news em face do Banco Central”.

Contratos milionários com influenciadores e sigilo mantido

Documentos acessados pelo jornal mostram que influenciadores recebiam até R$ 2 milhões para divulgar opiniões favoráveis à liquidação do banco nas redes sociais. Os contratos, que incluíam cláusulas de sigilo absoluto, buscavam evitar vazamentos e manter a aparência de movimentos orgânicos contra o órgão regulador.

Valores e estratégias de influência digital

De acordo com a reportagem, um influenciador com mais de 1 milhão de seguidores recebeu R$ 2 milhões por três meses de trabalho, com oito postagens mensais. Já outro perfil, com menos de 500 mil seguidores, recebeu R$ 250 mil pelo mesmo período e quantidade de conteúdo. Essas negociações estão registradas em mensagens, depósitos bancários e prints de trocas de mensagens, obtidos pela investigação.

Implicações e próximos passos

A apuração levanta questionamentos sobre a influência de atores privados em processos regulatórios e a tentativa de manipulação de opinião pública por meio de estratégias clandestinas. O Banco Central ainda avalia os próximos passos para esclarecer a origem e o uso desses contratos sigilosos.

Segundo a reportagem, o dono do banco e seus advogados continuam negando qualquer envolvimento com ações que possam comprometer o órgão regulador. A situação repercute na esfera pública e promete continuar sendo investigada pelas autoridades competentes.

Para mais detalhes, acesse a reportagem completa no Site do Globo.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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