Baixa acessibilidade nas maiores favelas do Brasil, aponta censo
Dados do Censo de 2022 revelam que a acessibilidade nas maiores favelas e comunidades do Brasil ainda é limitada. Em 20 das maiores, apenas 2,4% dos moradores residem em trechos de calçadas livres de obstáculos, dificultando a mobilidade urbana.
Casos extremos de baixa acessibilidade
Nas duas maiores favelas do país, Rocinha, no Rio de Janeiro, e Grande Vitória, menos de 0,5% dos moradores vivem em calçadas acessíveis. Essas regiões continuam enfrentando desafios consideráveis para garantir a circulação segura e confortável de pedestres, especialmente idosos e pessoas com deficiência.
Impactos na mobilidade e na qualidade de vida
Segundo o levantamento, a presença de obstáculos nas calçadas contribui para acidentes e limita o deslocamento diário dos moradores dessas comunidades. A insuficiência de rampas e calçadas sem obstáculos prejudica o acesso a serviços essenciais, como saúde e educação.
Contexto de vulnerabilidade social e infraestrutura
Especialistas destacam que a baixa qualidade da infraestrutura reflete desigualdades sociais e a pouca prioridade dada ao melhoramento urbano nessas áreas. “A ausência de calçadas acessíveis amplia as dificuldades de deslocamento e aumenta o risco de acidentes”, observa Ana Carvalho, urbanista e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Perspectivas futuras
O governo e gestores municipais têm sido instados a ampliar investimentos em infraestrutura, visando melhorar a acessibilidade nas comunidades. A implementação de calçadas acessíveis é vista como uma medida fundamental para promover inclusão social e segurança no transporte diário.
Para mais detalhes, consulte o relatório do IBGE.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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