Azul realiza captação de R$ 7,4 bilhões e reduz dívidas em reestruturação
A Azul anunciou nesta quarta-feira (7) a conclusão de uma captação de R$ 7,4 bilhões, proveniente da oferta de ações preferenciais e ordinárias, que também resultou na conversão de aproximadamente R$ 7,4 bilhões em dívidas. A operação faz parte de uma estratégia de reestruturação financeira adotada pela empresa para melhorar sua saúde fiscal e ampliar sua capacidade de investimentos.
Detalhes da emissão e impacto no capital social
As ações ordinárias foram vendidas a R$ 0,00013527 cada, totalizando R$ 97,9 milhões, enquanto as ações preferenciais tiveram preço de R$ 0,01014509, somando R$ 7,34 bilhões. Com a operação, o capital social da Azul passou a R$ 14,57 bilhões, distribuído em 1,45 trilhão de ações, sendo aproximadamente 726 bilhões de ações ordinárias e 725 bilhões de ações preferenciais. Os investidores que participaram da oferta receberam bônus de subscrição, que garantem o direito de adquirir novas ações futuramente.
Redução de dívidas e nova negociação na B3
Segundo a Azul, cerca de R$ 7,4 bilhões de dívidas vencidas entre 2028 e 2030 foram convertidas em ações, por meio de uma troca obrigatória de notas, que pagavam juros entre 10,875% e 11,93% ao ano. Como parte da reestruturação, esses juros foram perdoados, alivianando o passivo financeiro da companhia.
Negociação das ações na bolsa
Desde 23 de dezembro de 2025, as ações preferenciais existentes da Azul passaram a ser negociadas na B3 com lote padrão de 10 mil ações, sob o código “AZUL54”. Os papéis emitidos na recente oferta começaram a ser negociados em 8 de janeiro de 2026, fortalecendo a liquidez da companhia no mercado.
Perspectivas futuras
Analistas avaliam positivamente a estratégia de captação da Azul, que deve contribuir para a retomada do crescimento e para a competitividade no setor aéreo brasileiro. A operação reforça o compromisso da empresa com a reestruturação financeira e com a busca por eficiência operacional.
Para mais detalhes sobre o processo, consulte a matéria no O Globo.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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