Avalanche de lama mata 160 no Nepal e na China e deixa 749 desaparecidos
Uma avalanche de lama deixou ao menos 160 pessoas mortas em áreas turísticas na fronteira do Nepal com o Tibete nesta quarta-feira (26). A inundação deixou 484 desaparecidos no Nepal, dos quais 391 são estrangeiros e 93 são nepaleses, e 265 na região do Tibete.
As equipes de resgate no Nepal recuperaram ao menos 157 corpos até o momento, informou a polícia. Os corpos foram recuperados nas áreas fronteiriças do Himalaia: Rasuwa (3), Nuwakot (13), Dhading (27), Chitwan (64), Gorkha (19), Tanahun (9) e Nawalparasi Leste (22).
Pelo menos três pessoas morreram e 265 estão desaparecidas no Tibete, segundo a
emissora estatal chinesa CCTV. O número exato de vítimas ainda está sendo verificado, acrescentou a emissora. O Tibete é uma região autônoma da China e fica situado a sudoeste do país.
A mídia local informou que 65 pessoas estavam sendo tratadas em hospitais da região e da capital nepalesa, Katmandu. Imagens de televisão mostraram casas destruídas pelas águas da enchente, carros flutuando e uma ponte metálica sendo levada pela correnteza, enquanto testemunhas relataram à Reuters que as águas engoliram vilas inteiras.
No Nepal, o número de turistas desaparecidos aumentou para 484, dos quais 391 são estrangeiros e 93 são nepaleses. Entre eles, há 12 britânicos, 105 indianos, quatro sul-africanos, 17 malaios, três americanos e um australiano e um holandês. Oito sul-coreanos que trabalhavam em uma usina hidrelétrica também estavam desaparecidos.
Ainda não se sabe quantos moradores locais estão desaparecidos. Em termos de infraestrutura, as inundações danificaram 19 pontes e 40 km de estradas. A inundação atingiu Syabrubesi, ponto de partida da popular rota de ‘trekking’ de Langtang, assim como outras áreas usadas por viajantes na peregrinação hindu até Kailash Mansarovar.
A Cruz Vermelha está destinando 1,2 milhão de dólares para os trabalhos emergenciais. A entidade informou que a quantia será destinada ao atendimento de vítimas e para a avaliação da destruição nos locais afetados.
Narendra Pariyar, administrador distrital, alertou para a possibilidade de muitas vítimas e perdas materiais. Ele pediu que moradores às margens do rio Bhote Koshi buscassem áreas mais altas.
Com informações da Reuters
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