Argentina fecha 2025 com a menor inflação em oito anos

A Argentina fechou 2025 com uma inflação de 31,5%, a mais baixa desde 2017, conforme divulgou nesta terça-feira o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). O índice de dezembro foi de 2,8%, acima da estimativa dos analistas de mercado, que previa 2,3%, marcando quase sete meses consecutivos de aceleração inflacionária.

Dados de inflação e contexto econômico na Argentina

O resultado de dezembro ficou acima das previsões, embora represente uma desaceleração em relação aos anos anteriores. No final de 2024, a inflação acumulada foi de 30%, refletindo o esforço do governo para conter a alta de preços após anos de alta acelerada.

Trajetória inflacionária recente

Durante o governo de Javier Milei, eleito em 2023, a inflação tem sido um dos principais desafios. Em 2017, na gestão de Mauricio Macri, a inflação foi de 24,8%, antes de subir para 47,7% em 2018 e 53,8% em 2019. No período de Alberto Fernández, os índices chegaram a 36,1% em 2020, com picos de 94,8% em 2022 e um salto recorde de 211,4% em 2023.

Perspectivas de inflação para 2026

Para 2026, a projeção do Orçamento é de uma inflação de 10,1%, enquanto o Banco Central estima um índice de 22,5% ao ano, mais do que o dobro da meta oficial. Segundo pesquisa de economistas consultados pelo Banco Central, essa inflação deve fechar o próximo ano em 22,5% ao ano, refletindo uma contenção mais gradual dos preços.

Efeitos dos fatores internos e externos na inflação

A trajetória inflacionária de 2025 foi marcada por um primeiro semestre de desaceleração, seguido por retomada da alta no segundo semestre, influenciada por maior pressão cambial e instabilidade política relacionada ao calendário eleitoral. No mês de novembro, a inflação foi de 2,5%, completando seis meses de altas mensais.

Segundo dados do Indec, os setores que mais contribuíram para o aumento de preços em dezembro foram Transporte (4%) e Habitação, água, eletricidade e gás (3,4%). Os alimentos e bebidas não alcoólicas tiveram alta de 2,5%, sendo o grupo que mais impactou o índice geral.

Índices por categorias e comparação internacional

Dentro das categorias, os preços regulados lideraram o aumento com 3,3%, seguidos pelo núcleo do IPC (3%) e itens sazonais com 0,6%. Apesar da melhora relativa, a inflação na Argentina ainda se mantém elevada na comparação internacional, com variações mensais que representam o equivalente a um ano inteiro de inflação em outros países.

De acordo com relatório do Indec, a alta de preços refletida em 2025 demonstra uma trajetória de controle gradual, mas ainda insuficiente para alcançar metas mais ambiciosas, com o objetivo de equilibrar crescimento econômico e estabilidade de preços.

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Com informações do Jornal Diário do Povo

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