Aprovação do acordo Mercosul na UE aumenta tensões no governo francês

Nesta sexta-feira (13), a maioria dos Estados-membros da União Europeia deu aval ao acordo de livre comércio com o Mercosul, apesar da forte rejeição do governo francês. A aprovação acirrou os embates internos na França, onde agricultores e partidos opositores intensificaram a cobrança por mudanças e lançaram moções de censura contra o Executivo de Emmanuel Macron.

Rejeição francesa e impacto político

França foi um dos poucos países que manifestou resistência ao acordo, devido às preocupações ambientais e econômicas e ao impacto sobre os agricultores locais. A rejeição do governo Macron gerou protestos em Paris por parte de produtores rurais, que alegam prejuízos com a concorrência de produtos sul-americanos.

Segundo especialistas, a aprovação do tratado pelos demais Estados-membros sinaliza uma divisão interna na UE e reforça o debate sobre os interesses econômicos versus ambientais. “A pressão para que o governo francês reavalie sua posição aumenta, e as moções de censura refletem a insatisfação de setores importantes”, explica o analista político João Pereira, do Instituto de Relações Internacionais.

Pressão de agricultores e oposição

Agricultores franceses protestaram na capital, reivindicando maior proteção ao setor agrícola e criticando os efeitos do acordo na qualidade de vida do campo. Alguns partidos de oposição já apresentaram moções de censura contra o Executivo, acusando Macron de negligenciar os interesses nacionais em prol de negociações internacionais.

Implicações para o governo francês

Analistas avaliam que a decisão pode endurecer a postura de Macron frente às negociações comerciais, além de aumentar a contestação interna ao seu governo. A situação também intensifica o debate público no país sobre sustentabilidade, agricultura e relações internacionais.

Próximos passos e repercussões internacionais

Apesar da aprovação na UE, o acordo ainda enfrenta dificuldades na implementação plena, sobretudo devido às resistências internas. O governo francês promete continuar dialogando com os setores mais contrários enquanto busca equilibrar interesses econômicos e ambientais.

Para mais informações, confira a matéria completa no G1.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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