Após fim de mandato, Lobo deixa objetos pessoais em gabinetes da CVM
O mandato de Otto Lobo como diretor e presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) encerrou-se oficialmente em 31 de dezembro, mas a saída dele gerou estranheza entre funcionários do órgão. Lobo deixou diversos objetos pessoais em seus gabinetes, incluindo uma cafeteira, cápsulas de café e fotos de família, algo considerado incomum para o padrão da instituição.
Gabinete da presidência e objeto de costumes inusitados
No gabinete da presidência, que também passou a ser ocupado por Lobo na sequência da renúncia de João Pedro Nascimento no meio do ano passado, toda a papelada acumulada ao longo dos anos de mandato permaneceu intacta. Segundo fontes internas, essa decisão de deixar documentos em desordem é incomum na CVM, onde a rotina costuma prever a organização e a remissão de papéis ao término de uma gestão.
Manutenção do chefe de gabinete após encerramento do mandato
Outro ponto controverso foi a permanência do chefe de gabinete de Lobo no cargo após a saída do diretor. Embora não seja obrigatória a exoneração do chefe imediatamente após o fim de um mandato, a prática comum na CVM é justamente essa troca, por questões de segurança e confidencialidade.
Contexto e consequências
Especialistas indicam que esse comportamento pode indicar uma gestão com detalhes pouco convencionais, o que pode gerar questionamentos internos e externos sobre o controle de objetos e documentos oficiais após o término do mandato.
Segundo o site do Globo, a continuidade de algumas funções e a manutenção de objetos pessoais após a saída costumam ser temas de análise na administração pública, especialmente em órgãos reguladores como a CVM.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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