Aneel avalia tarifa horária na conta de luz para incentivar consumo racional
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está estudando uma proposta que prevê a variação do valor da conta de luz de acordo com o horário de consumo. A iniciativa, ainda em fase de análise, busca incentivar o uso racional da energia elétrica e diminuir custos no sistema.
Classificação por horários e objetivo da mudança
Segundo a nota técnica divulgada, a proposta prevê a criação de três faixas de horário: pico, intermediário e fora de pico. O horário de pico terá tarifa mais elevada, enquanto o fora de pico, incluindo madrugada, fins de semana e feriados, terá tarifas menores. Essa distinção visa refletir a demanda do sistema elétrico em diferentes momentos do dia.
Como será a classificação
Nos horários de pico, a tarifa será mais alta para desencorajar o consumo nesses períodos de maior demanda. A faixa intermediária corresponderia ao período próximo ao pico, enquanto o período fora de pico incluiria momentos de menor uso, como noites tardias, finais de semana e feriados. A estrutura tem como objetivo dar um “sinal de preço” ao consumidor, esclarecendo quanto custa usar energia em diferentes horários.
Objetivos e expectativas da mudança
De acordo com técnicos envolvidos, a mudança visa educar consumidores a concentrar o consumo em horários mais baratos, o que poderia gerar economia nas contas ao longo do tempo. A iniciativa também busca reduzir a sobrecarga na rede elétrica durante períodos de alta demanda.
“A ideia é indicar a hora certa de consumir”, afirmou uma fonte que participa das discussões sobre o tema.
Implementação gradual e etapas
A proposta prevê uma implementação progressiva. A primeira fase, prevista para 2026, atingiria consumidores com maior consumo mensal, acima de 1.000 kWh/mês, incluindo residências de grande porte e estabelecimentos comerciais. Essa fase atenderia cerca de 2,5 milhões de unidades, responsáveis por 25% do consumo de baixa tensão no país.
Em 2027, o sistema seria expandido para consumidores que consomem acima de 600 kWh/mês, atingindo outro grupo de aproximadamente 2,5 milhões de unidades.
Próximos passos e processo de aprovação
Até o momento, a proposta é apenas uma nota técnica e não possui efeito imediato. Ela precisa passar por consulta pública e posterior aprovação pela diretoria da Aneel. Durante o debate, o colegiado também deve discutir se os consumidores poderão optar por retornar ao modelo atual após um período de adaptação.
O documento ainda está em fase de estudo, sem previsão de implementação definitiva, que dependerá de análises futuras e do feedback do público e do setor energético.
Para mais informações, acesse o material original publicado pelo G1.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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