Alckmin avalia redução de tarifas dos EUA como avanço para o Brasil
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou neste sábado que a recente eliminação das tarifas recíprocas pelos Estados Unidos foi uma medida positiva e que o Brasil continuará buscando novas reduções tarifárias. A declaração ocorreu após o presidente americano Joe Biden decidir remover tarifas sobre produtos agrícolas brasileiros, como carne bovina, café e banana, em uma iniciativa que visa diminuir custos internos.
Impacto das tarifas recíprocas e avanços nas exportações brasileiras
De acordo com Alckmin, a decisão de Trump, que mantém as tarifas atuais de 10% e limita a sobretaxa de 40% ao que foi anunciado, representa um avanço importante. “A última ordem executiva do presidente Trump foi positiva e na direção correta. Vamos continuar trabalhando. A conversa do presidente Lula com Trump e também do ministro Mauro Vieira com Marco Rubio foram fundamentais nesse processo”, ressaltou o vice-presidente, no Palácio do Planalto.
Segundo ele, as exportações brasileiras sem alíquota cresceram de 23% para 26%, o que equivale a US$ 40 bilhões. “Antes, 23% das exportações brasileiras tinham tarifa zero, agora subiu para 26%. Isso demonstra avanços concretos”, explicou.
Tarifas e possibilidades futuras
Alckmin destacou ainda que, apesar do esforço contínuo para reduzir tarifas, o Brasil busca tratar de melhorias adicionais. “Queremos reduzir mais, especialmente no caso do café, que ainda tem uma tarifa de 40%, o que não faz sentido”, disse. O vice-presidente afirmou que há uma “avenida para o trabalho” na questão tarifária, com avanços sucessivos, inclusive no caso do suco de laranja, que já está com tarifa zerada.
Restrições atuais e perspectivas
Segundo uma fonte da Casa Branca, as tarifas adicionais de 40% ainda permanecem para produtos agrícolas brasileiros, mas a mudança recente foi motivada pelo “progresso significativo” nas negociações bilaterais que impactam positivamente a produção e o mercado brasileiro. A medida, no entanto, foi limitada às tarifas recíprocas de 10%.
O presidente americano afirmou que novas reduções tarifárias podem não ser necessárias, reforçando a intenção de manter a política atual e a melhora nas condições de comércio. “Acredito que, em curto prazo, os preços de alimentos como café ficarão mais baixos sem a necessidade de novas reduções”, afirmou Biden.
Questionado sobre a postura dos EUA, Alckmin reforçou que o Brasil permanece aberto ao diálogo. “Os Estados Unidos têm superávit na balança comercial com o Brasil. Nosso país é solução, não problema”, afirmou o vice-presidente. Ele concluiu que, com o atual avanço, outros passos em direção à liberalização tarifária devem ser dados em breve.
Mais detalhes sobre as negociações e os detalhes das tarifas podem ser acessados na fonte oficial.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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