Agibank planeja IPO nos EUA para levantar US$ 1 bi, diz fontes
A fintech brasileira Agibank, avaliada em R$ 9,3 bilhões na sua última rodada de investimentos, protocolou hoje nos Estados Unidos sua oferta pública inicial de ações (IPO), visando levantar cerca de US$ 1 bilhão, segundo fontes próximas ao negócio que solicitaram anonimato por ainda não terem autorização oficial.
Retorno às operações de crédito e expansão internacional
O Agibank obteve autorização do INSS para retomar a concessão de empréstimos com desconto em folha para aposentados, um de seus principais negócios. A retomada foi divulgada no Diário Oficial da União, após suspensão devido a irregularidades apontadas pelo órgão em dezembro de 2025. A fintech busca diversificar suas fontes de receita e ampliar sua presença internacional por meio do IPO.
Participações e investimentos estratégicos
O fundo brasileiro Lumina Capital Management investiu cerca de R$ 400 milhões na rodada de 2024 do Agibank, ampliando sua participação para aproximadamente 4%. Fundado pelo ex-executivo do Morgan Stanley Daniel Goldberg, o Lumina passou a integrar o conselho de administração da fintech. Em 2020, outro fundo brasileiro, Vinci Partners Investments, também aportou recursos na empresa.
Modelo único e crescimento de clientes
O Agibank possui uma plataforma digital combinada com cerca de 1.100 “hubs inteligentes” físicos que atendem às necessidades financeiras dos clientes. Em setembro, a fintech registrou mais de 6,4 milhões de clientes ativos, um aumento de 77,2% em relação ao ano anterior, demonstrando forte crescimento no mercado de fintechs no Brasil.
Desafios e perspectivas do IPO nos EUA
Embora seja a segunda fintech brasileira a solicitar IPO nos Estados Unidos neste mês, após o pedido do PicPay em 5 de janeiro, o plano do Agibank enfrentou obstáculos no ano passado, quando o INSS suspendeu temporariamente os empréstimos com desconto em folha devido a irregularidades. Agora, a empresa busca esclarecer essas questões e obter aprovação para retomar suas operações.
Contexto de mercado e impacto
Os IPOs na América Latina têm mostrado sinais de retomada após anos de baixa atividade, especialmente após eventos como a abertura de capital do Nubank, no final de 2021. O mercado brasileiro de ações enfrenta desafios, mas o agendamento do IPO do Agibank demonstra um otimismo com o potencial de crescimento do setor financeiro digital no exterior.
Segundo fontes do setor, a operação será liderada pelo Goldman Sachs, seguido pelo Morgan Stanley, com participação de outros bancos importantes como Citigroup, BTG Pactual, Itaú BBA, Bradesco BBI e XP. A expectativa é que os recursos captados ajudem a fintech a consolidar sua expansão global e a ampliar seus negócios no Brasil.
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Com informações do Jornal Diário do Povo
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