Acordo UE-Mercosul é aprovado e impulsiona alianças comerciais

O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul foi oficialmente aprovado nesta semana, marcando uma etapa histórica nas relações comerciais globais. A decisão foi celebrada por representantes dos dois blocos, que destacaram a importância do pacto para fortalecer a parceria econômica e estimular o crescimento de exportações.

Impulsionamento do comércio e possíveis benefícios

Segundo analistas, o acordo deve trazer benefícios concretos para os países-membros, como a redução de tarifas que atualmente chegam a até 35% em automóveis de passeio e 18% em peças automotivas exportadas pelo Brasil. Essas medidas poderão facilitar o acesso a novos mercados e ampliar as oportunidades para setores industriais, especialmente o automotivo e químico.

Reações internacionais e apoios polêmicos

Profissionais do setor destacaram o apoio declarado do ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil, que avalia o pacto como um avanço importante em defesa do multilateralismo. “Enquanto outros países se fecham e adotam políticas comerciais mais agressivas, estamos apostando em novas parcerias”, afirmou Klingbeil em comunicado.

Por outro lado, a aprovação enfrenta críticas. Eurodeputados ameaçam recorrer à Justiça para tentar impedir a implementação do acordo, preocupados com possíveis efeitos negativos à indústria local. O projeto também é visto como um símbolo do protagonismo do Brasil na região, embora a assinatura oficial fique com o Paraguai, devido a questões processuais.

Repercussões e expectativas para o futuro

A Associação da Indústria Automobilística alemã (VDA) classificou a aprovação como “uma notícia muito positiva”, destacando as oportunidades de expansão de exportações para o setor. “O acordo abre possibilidades consideráveis para a indústria automotiva europeia”, afirmou Hildegard Müller, presidente da entidade.

Na avaliação de especialistas, o pacto deve contribuir para que a Europa desempenhe papel mais ativo na formação do futuro econômico mundial, demonstrando seu compromisso com alianças multilaterais em tempos de crescente protecionismo. Wolfgang Große Entrup, presidente da federação alemã do setor químico (VCI), destacou que “a UE está enviando um sinal forte: a Europa quer ajudar a moldar o futuro, e não apenas ficar assistindo”.

Embora o Brasil ainda não assine oficialmente o acordo, articula seu protagonismo nas negociações, enquanto o Paraguai será o responsável pela assinatura definitiva. As próximas semanas devem definir os trâmites finais e o calendário de implementação do pacto.

Fonte: O Globo

tags: economia, comércio internacional, UE, Mercosul, acordos comerciais

Com informações do Jornal Diário do Povo

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