Acordo entre Mercosul e UE avança após volta de Trump à Casa Branca

A volta do presidente Donald Trump à Casa Branca, para seu segundo mandato, impulsionou a aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE), formada por 27 países. Nesta sexta-feira, o tratado recebeu aval dos embaixadores da UE em Bruxelas, embora a votação oficial ainda seja aguardada para horas depois.

Avanço do acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia

Apesar de a votação formal ainda não ter ocorrido, as declarações dos representantes dos 27 Estados-membros indicaram um entendimento favorável ao tratado, que será oficializado às 17h (13h em Brasília). A aprovação parcial, nesta fase, representa um marco após décadas de negociações iniciadas em 1999 e que enfrentaram diversos impasses ao longo do tempo.

Influência de Trump e o cenário protecionista

Durante 2025, Trump adotou medidas protecionistas, impondo tarifas e retirándo os EUA de diversas organizações internacionais, o que impactou suas relações comerciais, inclusive com a UE. Segundo fontes ouvidas pelo GLOBO, essas ações dificultaram a aprovação do acordo em anos anteriores, especialmente em 2019, quando a guerra comercial com a China e other fatores políticos no continente europeu frearam as negociações.

O retorno de Trump ao poder, aliado ao fortalecimento das posições do multilateralismo, reforçou a mobilização em defesa do tratado. Uma fonte do governo brasileiro afirmou que “o acordo é um movimento pró-multilateralismo, em sintonia com o empoderamento do G20 e iniciativas de combate à fome e à pobreza,” como o lançamento da Aliança Global contra a Fome, promovida por Lula em 2024.

— Foto: Editoria de Arte
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Histórico e contexto das negociações

O tratado começou a ser negociado em 1999, com avanços e paralisações ao longo de mais de duas décadas. Após uma conclusão parcial em 2019, as negociações foram interrompidas devido à pandemia de Covid-19. Com a recondução de Lula ao Palácio do Planalto em 2023, os diálogos foram retomados, revisando pontos como compras públicas e proteção ambiental.

A rápida evolução das conversas ocorreu em 2024, especialmente após a eleição de Trump, encerrando a fase de impasse que tinha suas raízes na guerra comercial dos EUA com a China e na resistência de alguns países europeus às concessões do bloco sul-americano.

Impacto global e diferenças de visão

O contexto internacional mostrou uma clara divergência de valores: enquanto o mundo se preparava para o retorno de Trump, que reforçou medidas unilaterais, o avanço do acordo reforça uma posição favorável ao multilateralismo, alinhada às agendas das Nações Unidas e do G20. Uma fonte brasileira destacou que “o acordo representa uma linha de movimento pró-multilateralismo, em sintonia com o fortalecimento do G20 e iniciativas globais contra a fome.”

Especialistas destacam que a assinatura do tratado é também uma resposta às tensões entre os interesses comerciais e ambientais, além de sinalizar uma mudança na relação do Brasil com seus principais mercados internacionais.

Desafios e perspectivas futuras

Apesar do avanço, a oposição de produtores rurais europeus, apoiados por governos da Itália e França, mantém reservas quanto ao aumento da concorrência. Ainda assim, a expectativa é que o acordo fortaleça a posição do Brasil e dos demais países do Mercosul na arena global, promovendo maior integração econômica e comercial

Com a expectativa de assinatura oficial nas próximas horas, o tratado sinaliza uma nova fase na relação entre o bloco sul-americano e a UE, reforçando a importância do diálogo multilateral diante de um cenário internacional marcado por tensões e realinhamentos políticos.

Para mais detalhes, consulte a matéria completa no GLOBO Economia.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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