Ações de petrolíferas americanas sobem até 10% após intervenção dos EUA na Venezuela

Na manhã desta segunda-feira (5), as ações da Chevron avançaram até 10%, enquanto ConocoPhillips subia 8,7% e Exxon Mobil ganhava 3,4%, às 4h10 (horário de Nova York). Esses movimentos ocorreram após a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela e o anúncio de Washington de explorar os recursos petrolíferos do país latino-americano.

Reação do mercado às notícias da Venezuela

Os preços do petróleo recuaram após a atenção internacional voltada às ações dos EUA na Venezuela. Às 9h05 (horário de Londres), o barril do Brent, referência global, para entrega em março, caía 1,12%, negociado a US$ 60,07. O petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, para fevereiro, caiu 1,22%, cotado a US$ 56,62.

O ouro e o dólar como refugios

O ouro à vista saltou mais de 2%, ultrapassando US$ 4.430 por onça, enquanto a prata avançou 4%. O Bloomberg Dollar Spot Index também apresentava alta expressiva, sinalizando que o dólar e o ouro se tornaram ativos de refúgio em meio à deterioração da estabilidade geopolítica.

Incertezas e perspectivas futuras

Apesar da alta nas ações, ainda há muitas dúvidas sobre os próximos passos. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu coordenação com os EUA e pediu um tom mais conciliador após expressar indignação com a captura de Nicolás Maduro. O presidente Donald Trump afirmou que os EUA precisam de “acesso total” aos recursos do país e que empresas americanas farão investimentos bilionários para reconstruir a infraestrutura petrolífera venezuelana.

Grandes empresas e interesses na Venezuela

A Chevron, que manteve operações na Venezuela após a nacionalização dos ativos no início dos anos 2000, está bem posicionada para se beneficiar de um maior controle dos EUA sobre as reservas. Por outro lado, ConocoPhillips tem a receber mais de US$ 8 bilhões e Exxon, cerca de US$ 1 bilhão, referentes a ativos expropriados e decisões arbitrais internacionais.

Desafios do setor petrolífero na Venezuela

Apesar das reservas ainda serem consideradas as maiores do mundo, analistas alertam que pode levar anos para que a infraestrutura venezuelana seja totalmente recuperada e o petróleo volte a circular livremente. Atualmente, o país responde por menos de 1% da oferta global de petróleo, mesmo com potencial de reservas considerável.

Especialistas também destacam a dúvida sobre o interesse real de grandes companhias globais em investir num cenário de incertezas políticas e institucionais. “A situação na Venezuela é complexa e a recuperação da infraestrutura é um processo de longo prazo”, afirmou Roberto Silva, analista de mercado.

Perspectivas e próximos passos

De acordo com fontes do setor, será necessário um tempo considerável para que as mudanças tenham efeito real no mercado de petróleo e na economia venezuelana. As ações das petroleiras refletem uma expectativa de que, apesar dos riscos, os ganhos poderão ser significativos para as empresas que conseguirem atuar no país nos próximos anos.

Com informações do Jornal Diário do Povo

Share this content:

Publicar comentário