A transição energética e o novo jogo geopolítico em 2026
Na 2025, a COP30 em Belém destacou a importância de avançar na transição dos combustíveis fósseis para fontes renováveis, em meio a tensões geopolíticas e interesses variados. Países produtores de petróleo e gás buscam retardar mudanças, enquanto nações vulneráveis e investidores na energia limpa estimulam ações estratégicas para uma transição justa e ordenada.
O papel dos mapas do caminho na transição energética
Durante a conferência, o presidente Lula propôs a criação de um “mapa do caminho” para a transição justa, apoiado por mais de 80 países, incluindo pequenas nações insulares e grandes produtores. Esses mapas, planejados para 2026, visam orientar um processo de diálogo global, abordando a redução de desmatamento e a eliminação gradual de combustíveis fósseis, com foco na equidade social e econômica.
Desafios e oportunidades para países dependentes de combustíveis fósseis
O Brasil, por exemplo, planeja um fundo de transição energética financiado pelas receitas do petróleo, enquanto Noruega desenvolve uma comissão para planejar sua saída do petróleo e gás. A Nigéria exemplifica a complexidade: o país depende do petróleo na maior parte de sua economia, mas possui recursos renováveis que podem ser explorados para reduzir a vulnerabilidade social e econômica relacionada ao petróleo.
Implicações globais e estratégias em andamento
Até 2026, o foco será criar processos para que os países debatam como equilibrar oferta, demanda e justiça social na transição. A União Europeia já estabeleceu metas ambiciosas de energias renováveis até 2030 e regulações de emissões, enquanto os EUA, sob o governo Trump, mantêm uma postura de incentivo aos combustíveis fósseis.
Estudos mostram que o investimento em energia renovável crescerá exponencialmente, mas a demanda por gás natural e petróleo também aumenta, impulsionada por novas instalações, especialmente nos EUA. O futuro do GNL (gás natural liquefeito) depende da evolução das políticas globais e das escolhas de cada país.
O que esperar de 2026 e além
Os avanços no desenvolvimento dos mapas do caminho e a adesão de diferentes países influenciarão significativamente o combate às mudanças climáticas. As negociações na COP31, ao final de 2026 na Turquia, cuja preparação já conta com apoio da Austrália, poderão consolidar ações globais mais concretas na transição energética.
Como destacou Jennifer Morgan, pesquisadora da Universidade Tufts, o sucesso dessas estratégias dependerá do alinhamento entre interesses econômicos, sociais e ambientais, criando uma nova configuração de poder na arena mundial, onde alianças e disputas determinarão o ritmo da transição energética.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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