A Avenue amplia atuação com licença de banco de investimento e mira expansão internacional

A Avenue, fintech sediada em Miami e especializada em investimentos no exterior, acaba de obter licença para atuar como banco de investimento no Brasil. O CEO da empresa, Roberto Lee, afirma que o volume de aplicações e a quantidade de investidores devem aumentar neste ano, especialmente em períodos de eleição, marcados pela incerteza econômica. A iniciativa faz parte de uma estratégia de expansão internacional, com planos de atuar em outros países da América Latina.

Novas operações e perfil dos clientes da Avenue

Com a licença de banco de investimento, a Avenue passa a oferecer maior governança, transparência e serviços adicionais, além de reduzir intermediários na cadeia de câmbio e corretagem, tornando o atendimento mais eficiente e potencialmente mais barato. Segundo Lee, atualmente, o principal perfil de cliente é pessoa física de alta renda, com patrimônio entre US$ 300 mil e US$ 1 milhão, que busca proteção patrimonial através de aplicações nos EUA. Na maioria dos casos, são investidores que nunca tinham investido fora do Brasil.

Perspectivas de crescimento e impacto da eleição

O CEO destaca que a tecnologia ajudou a democratizar o acesso ao mercado internacional, mas agora investidores buscam diversificação por motivos relacionados à incerteza econômica, proteção patrimonial e preservação de capital. Lee avalia que há um potencial de R$ 1 trilhão em investimentos internacionais no Brasil em cinco a dez anos, impulsionado por uma ‘diáspora patrimonial’ das próximas gerações, que terão maior educação e familiaridade com fundos e ações globais.

Expansão e estratégias futuras

Sediada em Miami, a Avenue já mira a expansão na América Latina, além de manter operações na Europa com fundos listados em Bolsa, como ETFs. O controle pelo Itaú dá maior robustez e governança à fintech, que continuará operando de forma independente, focando na inovação de serviços para seus clientes.

Impacto das eleições e comportamento do investidor brasileiro

O período eleitoral costuma aumentar o volume de aplicações no exterior, devido à busca por diversificação. Segundo Lee, a instabilidade política e econômica motiva a proteção patrimonial, mudando o motivo principal de investimento, que antes era busca por oportunidades globais, para proteção de capital. Ainda assim, o brasileiro está se tornando mais familiarizado com ativos internacionais, incluindo ações de grandes empresas como Nike, Google e Apple.

Contexto atual do mercado internacional e risco cambial

Apesar da recente queda do dólar em 2025, a volatilidade do câmbio permanece uma preocupação, levando a um aumento no envio de recursos ao exterior. Como o dólar esteve de R$ 3,00 até R$ 6,30 nos últimos anos, essa variação cria oportunidades para investidores aproveitarem a janela de oportunidade para internacionalizar seus ativos. Lee afirma que o momento de instabilidade global aumenta o interesse em diversificação e proteção patrimonial.

Planejamentos e controle do Itaú

Com a aquisição do controle do Itaú, a Avenue reforça sua estrutura de governança, mas mantém sua independência operacional. A fintech também busca novas licenças, como a de custódia de ativos, para ampliar sua infraestrutura de serviços, com a perspectiva de abrir mais operações na América Latina e, futuramente, nos Estados Unidos.

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Com informações do Jornal Diário do Povo

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