PSD lança candidatura de Caiado à Presidência

O PSD lançou oficialmente neste domingo (26) o ex-governador Ronaldo Caiado como candidato a presidente da República. A convenção, realizada em São Paulo, reuniu líderes regionais e procurou enfatizar que a “chapa pura” do partido tem como principal objetivo vencer a eleição nacional apostando na rejeição dos dois favoritos até agora segundo as pesquisas.

“Sou o único que no segundo turno pode derrotar o PT”, disse Caiado, em vários momentos da coletiva que concedeu ao lado do candidato a vice, Gilberto Kassab, antes do início da convenção. A mensagem embute uma estratégia simples: convencer o enorme eleitorado antipetista de que Flávio Bolsonaro (PL), o oposicionista mais bem colocado nas pesquisas, perderá para o presidente Lula no segundo turno.

‘Rachadinha’ e Banco Master

Além de tentar demonstrar viabilidade eleitoral, Caiado também procurou se diferenciar de Flávio e subiu o tom das críticas ao filho de Jair Bolsonaro e à polarização entre PL e PT. Citou “rachadinhas” e “Banco Master” quando falava genericamente de escândalos de corrupção que assolaram o país nas últimas décadas.

Recentemente, vieram à tona as relações de Flávio com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master, epicentro de gigantesca fraude financeira que resultou na liquidação extrajudicial da instituição. O senador chegou a ser investigado pela prática de “rachadinha”, termo popular usado no Brasil para definir a prática de desvio irregular de salário de assessores. Sobre a polarização, Caiado disse que ela “é o máximo da estupidez”.

Caiado fez diversas insinuações na direção de Flávio Bolsonaro. Disse que a direita não pode ter um “candidato Kinder Ovo, que vem com uma surpresinha todo dia” nem um “frango de granja” que “lê cartas do papai”. “Eu sou galo de terreiro, sou acostumado na briga, mas brigo pelo que interessa ao Brasil”.

Em relação à outra ponta do espectro político-eleitoral, a da esquerda, Caiado se esmerou em criticar Lula como estratégia de ser firmar no cenário na condição de “candidato antipetista raiz”, pois enfrentou Lula na eleição presidencial de 1989, a primeira após a ditadura militar (1964-1985). “Comigo, bandido não se cria. Corrupto não se cria. PT não se cria.”

Da Redação

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